sábado, abril 23, 2005

( Ahhhhhhh, ele voltou, protejam as mulheres ! Tantantan, tantantan )
Oi,

Senti-me na obrigaç?o de voltar a escrever neste maravilhoso blog. Se calhar obrigaç?o n?o é bem a palavra mais correcta mas sim a necessidade. Apesar de n?o ter conseguido juntar todas ( ou sequer alguma ) ideias para um post, decidi "postar", só por "postar". Ao menos, os nossos fieis leitores v?o verificar que o BLOG 3 Imaginary Boys, por muitos considerado o melhor de portugal, n?o morreu ( Apesar de agora ser invadido por música, e daí qualquer dia, zz zz , mudarmos o nome para Music Blog ).
"O mundo dá voltas de dois dias", foi o meu nick do Msn Messenger, porque eu acho que assim o é , vendo bem as coisas. Tudo pode ser abalado e modificado com um intervalo de apenas dois dias, todo o mundo de uma pessoa, ou aquele que ela criou, pode ser reestruturado.

Cumprimentos,

Ricardo Costa

P.S.: Queria só acrescentar que para além daquelas senhoras do Jazz, existe ainda mais uma que eu gosto bastante, Katie Melua. Comprem.

quinta-feira, abril 21, 2005

A-Ha "Less Than Pure"
"We're going to go downtown
I hear this great new place has opened up
And when we get there
I don't know It's taken ages
Don't you know

How long how long
Will this go on
How long how long
Time drags on
How long I find I
can't go on much longer now

But the place in question's hard to find
Not a cab ride to the door
As you wonder in your doubtful mind
Is it really worth all that and more

We seem to be a little lost or something
I'm not really sure about the choice we're making
The toil it's taking on

How long how long
Will this go on
How long how long
The time drags on
How long
I find I can't go on much longer now

But the place in question's hard to find
Like an illness with no cure
And our heads are getting wearier
And our hearts are less than pure
Less than pure

How long I find
I can't go on much longer now

And the place in question's hard to find
Not a cab ride to the door
And our heads are getting wearier
And our hearts are less than pure"



dedicado a...todos os que, tal como eu, se sentem 1 pouco perdidos na vida!;)

segunda-feira, abril 18, 2005

Os supostos locais de isolamento em relaçao ao mundo exterior...

- Quinta das Celebridades I:
José Castelllllo Branco escrevia semanalmente para a TV7Dias.

- Quinta das Celebridades II:
Elsa Raposo escreve igualmente para 1 qualquer revista, TVGuia, creio...

- Conclave:
Para que revista cor-de-rosa escreverá D. Jose Policarpo?!

domingo, abril 10, 2005

Blink 182 "I Miss You"
"Where are you and I'm so sorry
I cannot sleep, I cannot dream tonight
I need somebody and always
This sick strange darkness
Comes creeping on so haunting every time
And as I stared I counted
The webs from all the spiders
Catching things and eating their insides
Like indecision to call you
And hear your voice of treason
Will you come home and stop this pain tonight
Stop this pain tonight

Don't waste your time on me you're already
The voice inside my head (I miss you, miss you)"


Outros que parecem me conhecer desde pequenino...;)
Fool's Garden "LemonTree"
I'm sitting here in the boring room
It's just another rainy Sunday afternoon
I'm wasting my time
I got nothing to do
I'm hanging around
I'm waiting for you
But nothing ever happens and I wonder
[...]
I wonder how
I wonder why
Yesterday you told me 'bout the blue blue sky
And all that I can see is just a yellow lemon-tree
I'm turning my head up and down
I'm turning turning turning turning turning around
And all that I can see is just another lemon-tree

I'm sitting here
I miss the power
I'd like to go out taking a shower
But there's a heavy cloud inside my head
I feel so tired
Put myself into bed
Well, nothing ever happens and I wonder

Isolation is not good for me
Isolation I don't want to sit on the lemon-tree"

Ena, ena, alguem que escreveu o que eu sinto...tal e qual!;)
Pareço um animal ferido, acossado, preso numa jaula. Ando de um lado para o outro sem porque, sem sequer perceber que o faço. Quando dou por mim estou no ponto de partida. (á semelhança do meu "Labirinto Chamado Vida": "Caminho... Incessantemente sem rumo, sem direccao... lentamente com todo o tempo! Apenas caminho... Para a frente, para tras; para ca, para la... Sempre caminhando sem parar... Encontro uma parede! Volto para tras ate esbarrar com outra... Quando dou por mim, encontro-me no mesmo sitio, no local de partida..." Reflex02 28\01\02). Tao mau sentir que passados mais de tres anos estao taaaao tremendamente actual. E pior ainda sentir que estou de novo com vontade de escrever aqueles "textos apoemados" que encantavam quem os lia, mas que so eu sabia o que verdadeiramente queriam dizer...

Nos 15 meses de duraçao do blog, evitei a todo o custo coloca-los. Hoje de nada serve esconder-me. De nada tenho a perder. O fim do poço está finalmente a uma distancia irrisoria, o esticar de braço...
139 – “O Vazio” 22\04\02
“Sente-te a cair num poço,
Fundo, bem fundo...
Sente a escuridao desse mesmo poço,
Enquanto continuar a cair desamparado...
Cais a uma velocidade vertiginosa,
Sempre mais e mais...
(o poço parece nao ter fim...)
Pensa na dúvida que ocorre na tua mente
Enquanto a queda prossegue, inevitável:
“Que será que está no fundo do poço? Sobreviverei?!”
E no entanto continuas a cair...
Questionas-te se no fim do que agora chamas abismo
Encontrarás água ou um simples bloco de cimento.
Se morrerás afogado, lutando contra uma água
Que teima em submergir-te,
Se será com o simples impacto
Quando finalmente conheceres o fim do abismo
Ou no caso de sobreviveres
Se nao será de fome, de frio, da humidade entranhada nos ossos,
Ou simplesmente de solidao...
Tudo isso te ocorre enquanto cais...
Pela primeira vez na tua vida voas
(toda a queda é uma liçao de voo mal interpretada!)
Mas nao dás conta disso, tal é o teu panico!
Desejas a tua cama, uma luz, uma mao que te segure,
Um ombro que te ampare,
O amor da tua vida que se encontra longe
E mesmo tudo o que em toda a tua vida detestaste,
Mas que agora, durante a inacabável queda
Desejas...
Deixaste já de ver a luz no cimo do poço,
O que te aproximava da realidade, da vida, do amor...
Começas a desesperar, desejas o fim...
Que este seja rápido...
Que o poço acabe...
Mas no entanto ele nao acaba
E tu continuas a cair,
Sempre,
Fundo,
Desamparado,
E hás-de mesmo morrer antes de conheceres o fim do abismo
Que anos atrás havias idealizado como água ou um bloco de cimento...
É isto o vazio:
Uma queda no escuro,
Um nunca mais acabar de dor, de incerteza, de angústia.
O nada...
O nunca...
O abismo por onde cais...
...sem que nada te detenha.
A morte durante a vida,
A indiferença e a apatia:
Chegas a um ponto em que já nao te importa sequer
Se o poço tem ou nao fim,
Se a queda será ou nao grande,
Se sairás vivo desta ou nao...
Perdes a noçao do mundo fora do poço,
Se este parou por tua causa ou nao,
Se os pássaros cantam (ou sequer se ainda há pássaros...)
As ideias toldaram-se-te há muito,
Os teus músculos paralisaram,
O sangue deixou de correr nas tuas veias,
Os 5 sentidos deixaram de ter uso...
Deixas de ter noçao dos dias, das noites,
Dos meses, dos anos, das vidas que começam, que acabam,
Dos amores que te passam ao lado (fora do maldito poço...)
Perdes mesmo a noçao de que cais...
Mas no entanto a queda continua e o poço nao acaba.
(a queda chama-se desanimo
e o poço – vazio...
e tu, existes, hás-de ter um nome, uma existencia própria,
apesar de teres caído no vazio que um dia chamaste abismo...)”


Onde andas tu, agora que de ti preciso?! Tu que sempre me prometeste proteger, abraçar quando precisava. Porque te escondes atras de palmeiras de sonhos e de luares de encanto. Tu que eras a minha luz, os meus passos, o meu rasto deixado na areia (nao, verdadeiramente nao me pegaste ao colo, limitaste-te a abandonar-me enquanto foste dar 1 mergulho nas apeteciveis aguas - quando tao bem sabias que eu nao sabia nadar e que simplesmente ter-te-ia que esperava na areia deserta ate a tua diversao acabar...) Onde andas tu...? E quem raio passei hoje a ser?


(este post é dedicado a todos. Aos que se preocupam comigo, aos que me conhecem, aos que se importam, aos que julgam-me conhecer e estao profundamente enganados, aos que julgam que sou mais que aquilo que verdadeiramente sou, aos que nao querem sequer saber de mim, aos que me abandonaram, aos que nao sabem que existo, aos que acabaram de entrar no blog pela primeira vez, aos que ca vierem 1 dia e nunca mais voltaram, aos que me conheceram 1 dia e ja nao se lembram que eu existo, aos que me cumprimentam sem me conhecerem de lado nenhum, aos que ainda aparecerao na minha vida e me farao mal, aos que aparecerao na minha vida e me vao fazer feliz...mas essencialmente aos que um dia me carregarao, morto num caixao, ás costas e a mim proprio autor de tudo o que existe de bom e de mau e ao unico que tem capacidade de acabar com tudo de 1 vez...)

sábado, abril 09, 2005

Dentro dos bolsos do meu casaco branco descobri:
- o teu bilhete do metro tirado ás 08:11 do dia 25\03\2005, daquele dia em que apanhámos o comboio por 2 minutos...
- o recibo do McFlurry comprado no dia seguinte no Mac de Vilamoura
- o teu baralho de cartas
- os cromos que vinham nas pastilhas Gorila, algo que ja nao mascavavamos há inumeros anos...

Por mais que tente, nao consigo deixar de pensar em ti! AMO-TE!
The meaning...
Pois bem, eis-me de novo tentado a analisar a vida e a atribuir-lhe algum sentido.
"Todos os seres vivos (disseram-me bem cedo) nascem, crescem, reproduzem-se e morrem." Quem mo disse foi 1 qualquer professor que com 1 frase destas provou o seu sentido de vida e provou igualmente que irá por certo figurar num qualquer livro de historia.
Por vezes procuro encontrar 1 caminho, 1 rota para a minha vida e a verdade é que me tenho ultimamente sentido mais perdido que nunca. Toda a minha vida sonhei com 1 daquelas vidas "a la frase do meu prof", tipo "casar, ter filhos, 1 emprego e esperar tranquilamente e sem sobressaltos pelo dia da minha morte". É 1 visao limitada, bem sei, digna de figurar na pagina seguinte ou mesmo na mesma que o meu prof que referi em cima, mas o mundo lá fora parece demasiado grande para mim e o meu, pequeno, só por si me dá muito trabalho... Quanto a essa vis?o nada mudou. Continua a ser isso o que eu quero para mim...a unica diferença é que neste momento nao sei como lá chegar.
Sinto que mudei muito desde que entrei para a faculdade. Faz lembrar 1 miudo com 1 brinquedo novo: primeiro parece perfeito e o brinquedo mais fixe do mundo...depois com o tempo parece que todos os outros (especialmente os que ainda nao temos) sao bem melhores e depois ao fim de algum tempo so brincamos com ele quando nao temos mais nada para fazer... Em relaçao á faculdade foi qualquer coisa assim, sim: conheci gente fantastica, mudei de ares, tive 1 liberdade pessoal que nunca tinha tido; passados 3 anos a liberdade nao me serve para nada, o ar está saturado e a gente fantastica continua fantastica, mas eu sinto que pertenço a todos o lado/a todos menos a eles...Tento fazer 1 esforço para me integrar, para ser o gajo que diz 1as piadas engraçadas, mas que tambem sabe falar a serio e estar la quando preciso, mas ja nao é como ha 3 anos atras...Alguma coisa mudou, mudei eu, mudaram eles, mudou o mundo... Hoje sinto que me arrasto numa sucessao de dias, dias e mais dias que parecem nunca mais acabar.
Hoje sinto-me mais sozinho que nunca!
Visto bem tem sido 1 espiral suicida de algum tempo para cá. Andei-me a enganar, dizendo-me que estava tudo bem, que tinha tudo o que queria para ser feliz e que o era, quando na verdade sabia que a cada dia que passava mais me afundava no lodaçal a que costumava chamar de "vida". E destas 2 ultimas semanas para cá nao sei se a espiral chegou ao fundo ou se cai mais depressa do que o costumo, mas a verdade é que sinto que nao me sobra muito mais até ao chao...
E assusta-me sentir perdido e sozinho. Eu que sempre fui para mim como 1 bussula, sabia irritantemente sempre o caminho que deveria seguir, o porque de o fazer e a forma como andar. Hoje reduzo-me á minha insignificancia. Nao sei que caminho tomar. Nao quero que mo indiquem. Nao quero que tenham pena de mim. E nao tenho a certeza, mas parece-me que ainda nao deram por nada disto...
Que nao entendam isto como 1 "desesperado grito ao mundo sobre a minha condiçao humana". Nem espero/tenciono que commentem com os vossos comments cheios de boa vontade, mas que em 1000 caracteres de nada servem a nao ser aliviar a vossa consciencia e deixar-vos 10cm mais proximos do Ceu (para os que acreditam nisso...)É de mim que eu preciso, daquele "EU" que toda a minha vida me acompanhou, mas que agora deve ter ido para 1 qualquer tasca beber cerveja e jogar cartas a dinheiro, tendo-se naturalmente esquecido de mim.
Eu tambem me trocava por 1 tarde na tasca a beber cerveja, comer tremoço e jogar cartas...Oxala pudesse! Tudo seria bem mais facil e aí sim, o tal sentido da vida que procurei no primeiro paragrafo deste post tinha sido encontrado...
Radio Nostalgia

Quem na sua vida nunca ouviu esta radio mente com todos os dentes da sua boca, ( inclusive os do ciso que nascem agora) . Ao longo de muitas viagens esta radio foi o perfeito quebra gelo por passar musicas tao antigas e tao engraçadas que era impossivel haver silencio entre duas pessoas que a ouvissem.
Hoje em dia ela ja nao existe, infelizmente, e foi substituida pelo RCP, que passa Daniela Mercury... Nada contra a artista, mas tira a piada a cena.

Em buscas pela net descobri que a Radio Nostalgia passou a ser emitida esclusivamente pela net. É uma aposta com futuro e cativante, mas que vao fazer os idosos que no fim de semana metiam neste posto para relaxar a mente que inconscientemente pensava na curta duraçao do FDS ?


Ricardo Pascual

quinta-feira, abril 07, 2005

Hoje o pessoal que se cruzava comigo na rua em t-shirt parecia feliz da vida...
...maldito termostato, o meu, que n?o me permite num dia destes ter calor com camisa, sweat e casaco vestido a manh? inteira!!!

segunda-feira, abril 04, 2005

Oi,

Desta vez vou encher este blog com um pouco de cultura musical. Vou falar da nossa amiga famossisima Jane Monheit e da nossa amiga que provavelmente ainda vai ser conhecida Diana Krall.

Aconselho a todos as que nao as conhecem que vao comprar os seus ultimos cd's, ou, sei la arranjem alguem que vos empreste, sim, porque fazer um download é ilegal!! N?O O FAÇAM!!!

Bem agora a minha duvida é se elas nao fossem tao bonitas como sao se venderiam de igual forma os discos que vendem, apesar de alguns homens so os comprarem para voces sabem o que( ao estilo do barry white ).

E para vos lançar a duvida deixo aqui dois exemplos:

Adivinhem quem é quem, LOL

http://www.musicroom.com/images/catalogue/fullsize/am975304.jpg

http://www.ouropreto.com.br/tudoejazz/alta/Jane%20Monheit.jpg

Cumprimentos,

RC

quinta-feira, março 31, 2005

[...]It was a flight on the wings
Of a young girls dreams
That flew too far away
[...]
Don't push too far
Your Dreams are china in your hand
Don't wish too hard
Because they may come true
And you can't help them
You don't know what you might
Have set upon yourself
China in your hand
[...]
We take a flight on the wings of fantasy
Then you push too far
And make your dreams reality
Yeah! china in your hand
B
ut they're only dreams
And you shouldn't push too far..."

T Pau "China in Your Hands"

terça-feira, março 29, 2005

Daily Routine
Lá começou tudo de novo, 11 dias depois. O acordar cedo, o vestir, lavar, tomar pequeno-almoço, sair para a rua, esperar o autocarro, entrar no autocarro, mostrar o passe, esperar que a viagem acabe, sair do autocarro, entrar na estaçao do metro, optar pelo Metro ou pelo Destak (ou pelos 2 ou por nenhum...) passar o cartao nas máquinas, esperar que o metro chegue, apanhar o metro, esperar que este arranque, 15 minutos de viagem com pessoas a entrarem e a sair a cada estaçao, sair do metro na estaçao de sempre (apesar de tambem poder sair na seguinte...), passar de novo o cartao na maquina, sair da estaç?o para a avenida do costume, andar, andar, andar, atravessar rua, andar, passar pelo quiosque de sempre e sempre a andar, tentar pelo canto do olho ver o titulo dos jornais desportivos (hoje "A Bola" dizia "Roca pode sair no final na epoca"), andar, andar, andar, atravessar nova rua, andar, andar, olhar para a montra da loja da TMN, andar, andar, vislumbrar ao longe pessoal da minha faculdade e agradecer-me mentalmente por ter saido na primeira estaçao que é a mais rápido, andar, andar, andar, abrir a porta do edificio como o mesmo ar contrido mas ao mesmo tempo triunfal de sempre, subir as escadas, entrar na sala 3.8 e sentar-me ao lado das mesmas pessoas de sempre no mesmo lugar de sempre, quinta fila á janela...
...1h30 de aulas + 1h30 de aulas + 1h30 de aulas...
...o teu sorriso á minha espera para me salvar desta rotina diária, que começou de novo, 11 dias depois...

sábado, março 26, 2005

Traço Negro



A energia que normalmente transboarda em mim, está, agora vazia. Estou sem energia para concretizar os meus planos. As palavras n?o s?o gentis com a minha mente, n?o consigo descrever como me sinto numa só palavra, nem o porque do silencio que me abraça na solid?o dos meus pensamentos.
Será que este comum mortal tenta fazer demais, com as suas limitadas capacidades? Porque vejo eu o mundo como vejo, e porque quero fazer sempre tudo de maneira diferente? Será que quero evitar os problemas que vejo, ou que quero mostrar que é possivel mudar, basta fazer por isso. As vezes penso que quero provar a mim mesmo que sou capaz, e que aquilo com que sonho, é viavel e possivel de ser realizado.

N?o quero ser menos do que sou, quero so paz de mente e clarividençia para me guiar quando estou perdido. E agora estou perdido.

Eu quero provar a mim mesmo que sou capaz, pouco tem a ver com o que os outros me dizem, e com o que os outros esperam de mim. Cada duvida que o mundo coloca a mim é uma duvida que se transforma em minha. Será que sou capaz de fazer qualquer coisa? E vou tentar fazer essa coisa, seja o que for, nao tanto para provar ao mundo mas para provar ao mundo que estavam errados sobre mim quando disseram que nao era capaz.

Estou ´só a ser paranoico, talvez nao devesse ter traçado planos t?o altos para a minha pessoa. Agora nao sei se sou capaz de fazer tudo aquilo a que me propus. Passar de ano, por em cena uma peça, ir estagiar para os estados unidos, e arriscar nos meus sonhos de actor.

Agora vou mais as aulas, ainda nao faltei a nenhuma por mero desleixe. O teatro vai andando na medida das suas capacidades, mas interrogo-me se serei um bom lider, capaz de levar 15 pessoas para o palco e de meter toda a aquela engrenagem a funcionar, o estágio nos estados unidos, parece cada dia mais nebulado na minha mente, sei que quero-o como tudo, mas perco-me em mim. E penso que aquilo que quero, mostrar ao mundo que sou capaz, fica cada vez mais distante sempre que tenho estes momentos de duvidas, deixa-me ainda mais duvidoso sobre se serei capaz.

N?o tenho outro caminho sen?o continuar a andar, no meu ritmo, com o meu passo.

Ricardo Pascual

quinta-feira, março 24, 2005

Mais 1 pérola jornalistica...
...hoje de manha, num dos ecrans do MCO (Media Capital Outdoors - aquela "tv do metro"), em plena estaç?o do Marques:
[imagem do Principe Rainier do Mónaco...] com a seguinte legenda: "Principe Rainier internado" seguida de outra que dizia "Mini-Férias da Páscoa" (que obviamente era referente á noticia seguinte, mas que apareceu inoportunamente antes do tempo!:P)

sábado, março 19, 2005

Fita Cola


Terça Feira passada ?s 8 da matina bateu um cami?o contra o meu simpático clio. Eu estava parado, e ele tinha arrancado. Só a força de ele arrancar meteu a porta toda para dentro.

Dirigia-me para a escola e estava a menos de um kilometro de casa. A minha preocupaç?o quando sai do carro, foi " merda vou faltar a ingles", só seguidamente é que avisei os meus cotas que tinham batido no carro.

Eram 8 da manha e ia para a escola ter ingles. É uma disciplina que eu n?o tenho interesse, com matéria sobre regi?es e monumentos que n?o me interresam. É no fundo uma grande e gigantesca desculpa que vou dizendo a mim mesmo para n?o enfrentar os meus maiores receios. E aos 20 anos, ?s 8 da manha, vejo-me confrontado com um para-choques verde na porta do carro. Num caminho que n?o quero fazer, mas que o faço por medo. Parece-me que o medo domina a minha vida, e em certa medida a arruina.

N?o fará mais sentido ficar a pensar na vida quando estou num pais estrangeiro a perseguir um sonho, que quando estou numa fila de transito para ir para mais uma mentira que tento manter a todo o custo, com ajuda da fita cola mental que flui da minha cabeça ligando todos os pedaços que se desconjuntam a minha frente? A porta do carro nem a fita cola pode curar agora, e assim me parece com o resto da minha vida e esta perda de tempo no estoril, nem a fita cola que vou metendo consegue resolver aquilo que desde ? muito sei, mas que evito admitir.

Confesso-vos que estou desde terça feira em choque, obviamente n?o no verdadeiro sentido da palavra, mas como suberfugio para descrever a imensa duvida em que coloquei-me, e que um camiao ajudou, e toda a complexidade da minha vida neste momento. Tenho que travar batalhas arduas contra quase tudo a que me propus fazer, porque sempre parece que a corrente corre no sentido errado.
Detesto queixar-me sobre as minhas cenas, e nao sera agora que vou abrir excepçao, nao irei falar das coisas que tenho para fazer, da falta de cabeça para elas, da solidao diaria, do sufoco do lar. Só quero falar do som que a minha existencia faz no universo e esperar que alguem leia e por breves momentos produza um som na mesma nota que o meu, e que por breves momentos que sejam, esse som seja reconfortante e quente, como a brisa de verao que agora sopra.

Talvez alguem lá em cima nos esteja a tentar dizer qualquer coisa, ou talvez nós procuremos no que acontece ? nossa volta uma justificaç?o para as nossas acç?es.


Que acç?o quero eu justificar?


Ricardo Pascual

segunda-feira, março 14, 2005

Homework and Cats

Quando o que pensavamos estar certo tem afinal erros e nos é mandando para casa corrigir como se trabalho de casa fosse, ficamos sempre triste por o nosso raciocinio nao estar certo e por alguem nos ter corrigido, e muitas vezes perdemos a motivaç?o. Ficamos a deriva no erro sem saber o que fazer. Isto acontece com todos nos e a mim, nao mais vezes que a voces certamente, embora quando o aconteça sinta o oposto.

E é aqui que aparece o meu animal de estimaç?o. Que sem pedir nada vem ter connosco e fica ao nosso lado, nao nos diz o que fazer e como agir, nem onde foram os erros, apenas nos diz que aconteça o que acontecer ele vai ficar ao nosso lado porque confia em nos com a sua vida ( e no caso do meu a alimentaçao, que é muita) E isso meus caros, é a melhor força que nos podem dar quando temos Homework para fazer, isso e ouvir esta musica que esta la em baixo.


E agora em jeito de mudança... Muitos de voces conhecem o meu gato e sabem o limitado que é o cerebro dele para outra coisa que nao seja comida. Estranham mesmo ele ter feito isto e ter estado ao meu lado hoje dando um apoio necessario. Devo-vos dizer que o gato aguentou-se bem no seu altruismo e so quando voltei a cozinha para beber agua é que ele me lembrou que nao seria má ideia lhe dar comida. Mas de uma forma ligeira.. Infelizmente nao foi tao ligeira como esperado e levou com uma almofada em cima, atirada do sofá onde a minha m?e adormecia a ver televis?o, até ser incomodada com o miar do gato a relembrar-me da comida. Relembrando ao gato que ele ja devia estar a dormir. lol

ps: saquem a musica que vale a pena


Ricardo Pascual







Clavo mi remo en el agua
Llevo tu remo en el mío
Creo que he visto una luz
al otro lado del río

El día le irá pudiendo
poco a poco al frío
Creo que he visto una luz
al otro lado del río

Sobre todo creo que
no todo está perdido
Tanta lágrima, tanta lágrima
y yo, soy un vaso vacío

Oigo una voz que me llama
casi un suspiro
Rema, rema, rema-a
Rema, rema, rema-a

En esta orilla del mundo
lo que no es presa es baldío
Creo que he visto una luz
al otro lado del río

Yo muy serio voy remando
muy adentro sonrío
Creo que he visto una luz
al otro lado del río

Sobre todo creo que
no todo está perdido
Tanta lágrima, tanta lágrima
y yo, soy un vaso vacío

Oigo una voz que me llama
casi un suspiro
Rema, rema, rema-a
Rema, rema, rema-a

Clavo mi remo en el agua
Llevo tu remo en el mío
creo que he visto una luz
al otro lado del río

Jorge Drexler- Al otro lado del rio

domingo, março 13, 2005

Kermit, the frog in NY.
Aconselho-vos vivamente a clicar neste link, em especial ao meu co-blogger RACTOR pois isto deve-lhe avivar e de que maneira a memória!!! (ah...começa a pensar em quando repetir a cena que isto aguçou-me o apetite para 1 eventual repetiçao, eheh!!! Até porque ao pé deste somos simples e tristes amadores!!)

http://www.skyscrapercity.com/showthread.php?t=180769

quinta-feira, março 10, 2005

A monotonia cansa


A minha mao direita virou-se outro dia para a esquerda e disse-lhe:

Estou farta de ser a mao direita do Ricardo, todos os dias é a mesma coisa. Levanto-me e coço o seu rabo, enquanto que tu serves de balanço para ele se descolocar a casa de banho, altura em que eu coço os tomates.
Depois usa-me para tirar macacos do nariz e limpar o rabo. No dia a dia depois de feita a higiene usa-me para meter mudanças enquanto tu ficas quieta no volante a ver a paisagem. Quero mudar!!


E a mao esquerda respondeu.lhe :
Tens razao no que dizes mao direita! naos maos devemo-nos unir! Vou fazer qualquer coisa! Vou-te mandar ? fava!! ah ah ah!!

Ao que a mao esquerda respondeu:

AH AH lixa-te ele hoje escolheu para seres sua namorada durante o tempo em que faz amor consigo mesmo ( bate uma) !!


- O sindicato das maos do Ricardo, vem por este meio pedir a todas as senhoras que por ai andam que se alistem neste luta para libertar as maos do Ricardo de trabalhos penosos como a masturbaçao que causam grande mal estar as nossas associadas.

Inscriçoe abertas!


As maos do Ricardo
Have Fun!

pim pim pim pim
pam pam pam pam pam


blink blink blink blink blink blink


ah ah ah ah ah ah ah


eh eh eh eh eh eh eh


au au au au au au

auuuu auuuu auuu auuuu aauuuuuuuuuuuuuu


l a la la la la la la la


Ricardo Pascual