sábado, fevereiro 25, 2006

re-Birth


Ola teclado, é muito agradavel ver-te de novo a produzir magia. Ja faz algum tempo que nao te usava para criar esta maravilhosa coisa que é a escrita. O poder de passar aos outros o que nos vai na alma, na mente, e uma vez por outra no corpo.

Acho que anestesiei-me de mim mesmo na rotina decadente da rotina que nao existe. Nao desisti perante um novo desafio, desisti perante o mesmo desafio. Voltar foi o maior choque de sempre, foi como se nunca tivesse ido, eu tinha mudado e tudo continuava igual. Desisti de mudar e deixei-me cair. Nao fosse eu de extremos e nunca teria caido tao baixo como agora, o suficiente para querer subir outra vez. Para me localizar no grande mapa das coisas que existe nos confins da alma.

Sabes do que ando ? espera, quase desde que vim? De alguem que me comprenda, veja com os mesmos olhos que eu, e nao me faça sentir tao sozinho. Preciso de alguem assim, para fazer algo mais que registar os meus passsos, senao receio bem que teime sempre em voltar ao mais terrivel da minha inexistente personalidade falsa.

Voltar e ver tudo na mesma, sem nada de diferente, tirando a pagina do calendario fez-me tentar gritar amordaçado, ansiando que saisse um som audivel por este mundo que despertasse alguem. Nada aconteceu, foi como se nunca tivesse ido, e tudo o que exista na minha memoria seja um flashback de um filme qualquer. Pois aos olhos de quem fica o que vivemos fora do mundo nao passa de um filme. Ha filmes que passam na tv, outros no cinema e outros sao documentarios.

Nunca irei conseguir ficar aqui. Nao é o pais que me desagrada, nem tao pouco a lingua, ou a cultura, é o estado de espirito. A garra que falta nesta terra, e que eu sempre tive, e que vezes e vezes sem conta tive que cortar as unhas para nao arranhar.

Mudei de vida porque nao estava satisfeito com a que tinha, e fiquei contente com a que tive. Nao fui sempre contente, mas levantava-me da cama com orgulho e fazia a minha vida olhando para a frente e planeando o futuro. Aqui deixo-me ir, sem controlo. Quando sai quis testar se era verdadeiramente capaz de viver sozinho. Se nao me engano, o ultimo nick que tive foi Ricardo Vs. Mundo. Pois era um adversario dessa dimensao que eu queria enfrentar, alguem maior que eu, e que me colocasse ? prova. Numa luta sem igual e que me faria sentir bem e vivo caso obtivesse a vitoria.
Saber que lutamos contra o pior e que vencemos deixa-nos a sentir tao bem, o sabor que fica na boca é maior que o da vitoria. É do sangue que nos correu nas veias, que nos fez pensar mais depressa, e agir mais rapido. Este sabor dá-nos uma energia incrivel, inigualavel na força e na origem. Veio de nos.

Foi este o sabor que senti, antes de ir nas batalhas que tive que travar e durante. E foi este sabor que tive que trocar quando ca cheguei. Troquei por um destino que nao me pertece, por uma vida que nao me diz nada.
Imagina o que é acorda e nao te apetecer dizer nada, esta tudo igual, as mesmas caras, as mesmas perguntas sobre o obvio, tudo igual.. sem mudar.. podes berrar e fica tudo na mesma, podes ficar calado que continuam a falar como se nada fosse, podes falar que continuas a ouvir as mesmas cenas.

Parece-me que na vida, seja ela curta ou longa, tal como a conheço até hoje, tenho 2 inimigos e 2 aliados sempre presentes. Eu mesmo e Deus. Deus e eu mesmo. O unico adversario que nao consigo vencer é aquele cujas barreiras sao criadas na minha mente, Deus continua a criar vida,e eu terei que vive-la. E Deus continua a criar vida e eu vou vive-la , e eu vou conseguir. ~

Força, humildade e ambiçao.

O que eu nunca disse da Anastacia foi que os melhores momentos passados com ela era quando a abraçava, deitados na cadeira de piscina, olhando as estrelas, vendo a agua da piscina e ouvindo os ruidos daquele mundo estranho. Ali nao me sentia sozinho, estava no mesmo local estranho com ela. Nao era que eu a amasse por isso, nem que ela me amasse por isso. Era porque ali estavam dois estranhos a observar o mundo em seu redor. Isto nao consigo encontrar aqui, era o que mais queria, ver o mundo com estes meus olhos, ver os seus reflexos nos olhos de outra pessoa. Ver as coisas de maneira diferente.

Procuro, procuro e nao vejo isto. Contudo mantenho a fé. Em mim e no futuro, as vezes, como hoje parece-me muito distante e nao consigo perceber o que ai vem. Olho para o passado para saber de onde vim e como reagir. Talvez o futuro seja diferente, espero que o seja, mas a força de ter passado no passado deixa-me com a força para combater as adversidades do futuro e para o viver.

-ao RC por uma bela prenda de aniversario ;)


Ricardo Pascual

quarta-feira, janeiro 25, 2006

E por momentos sonhei.

Sonhei que estuda todos os assuntos do mundo,
eram importantes e faziam a diferença.
Sonhei que cultivava o meu cerebro, com a enxada feita de vontade, plantando sabedoria. E que belas, grandiosas, modestas e peculiares arvores brotavam do solo, dando vida ao mundo.

Depois pensei no grande nada, e em todos nós.
Olhei ? morte, sorri ? vida, E coloquei-me no meio da ambas, correndo, deixando o meu ser escorrer para fora de mim.
A ti nada, grande e poderoso nada o deixo!

E agora desperto. O cheiro do cigarro fumado, que nada tem na outra ponta, chega até mim pelo infinito do tempo.

Uma folha em branco sem fim para ti nada.



*ao F.P. (nada)

* ao Tiago, por ter colocado este belo post.

Ricardo Pascual

sexta-feira, janeiro 20, 2006

Quando me sinto ferido e procuro responstas leio Pessoa. Inevitavelmente fecho o livro com uma sensacao de alivio que poucas coisas no mundo me poderiam dar. Nao por ter encontrado uma resposta mas por saber que alguem, antes de mim, o sentiu e o escreveu. Palavra por palavra. Textualmente. Como se tivesse sido eu. Estou certo que a todos voces ja aconteceu isto. Ja leram algum dos poemas dele e sentiram que aquilo era muito de voces, que alguem tinha posto os vossos sentimentos no papel, com mestria e sem pedir autorizaçao...
Talvez nao tenham paciencia para ler este poema, para mim o mais sublime e fantastico da sua autoria. Talvez aquele que é mais de mim. Algumas decadas antes...
(dedico este poema á mulher que AMO. Por me ter feito lembrar que Pessoa existe, por ter recriado em mim este "bichinho". Em memoria á noite em que mo ouviste recitar...)


Álvaro de Campos - TABACARIA

"Nao sou nada.
Nunca serei nada.
Nao posso querer ser nada.
Á parte isso, tenho em mim todos os sonhos do mundo.

Janelas do meu quarto,
Do meu quarto de um dos milhoes do mundo que ninguém sabe quem é
(E se soubessem quem é, o que saberiam?),
Dais para o misterio de uma rua cruzada constantemente por gente,
Para uma rua inacessível a todos os pensamentos,
Real, impossivelmente real, certa, desconhecidamente certa,
Com o mistério das coisas por baixo das pedras e dos seres,
Com a morte a por umidade nas paredes e cabelos brancos nos homens,
Com o Destino a conduzir a carroça de tudo pela estrada de nada.

Estou hoje vencido, como se soubesse a verdade.
Estou hoje lucido, como se estivesse para morrer,
E nao tivesse mais irmandade com as coisas
Senao uma despedida, tornando-se esta casa e este lado da rua
A fileira de carruagens de um comboio, e uma partida apitada
De dentro da minha cabeça,
E uma sacudidela dos meus nervos e um ranger de ossos na ida.

Estou hoje perplexo, como quem pensou e achou e esqueceu.
Estou hoje dividido entre a lealdade que devo
Á Tabacaria do outro lado da rua, como coisa real por fora,
E á sensaçao de que tudo é sonho, como coisa real por dentro.

Falhei em tudo.
Como nao fiz propósito nenhum, talvez tudo fosse nada.
A aprendizagem que me deram,
Desci dela pela janela das traseiras da casa.
Fui até ao campo com grandes propósitos.
Mas lá encontrei só ervas e árvores,
E quando havia gente era igual á outra.
Saio da janela, sento-me numa cadeira. Em que hei de pensar?

Que sei eu do que serei, eu que nao sei o que sou?
Ser o que penso? Mas penso tanta coisa!
E há tantos que pensam ser a mesma coisa que nao pode haver tantos!
Genio? Neste momento
Cem mil cérebros se concebem em sonho genios como eu,
E a história nao marcará, quem sabe?, nem um,
Nem haverá senao estrume de tantas conquistas futuras.
Nao, nao creio em mim.
Em todos os manicomios há doidos malucos com tantas certezas!
Eu, que nao tenho nenhuma certeza, sou mais certo ou menos certo?
Nao, nem em mim...
Em quantas mansardas e nao-mansardas do mundo
Nao estao nesta hora genios-para-si-mesmos sonhando?
Quantas aspiraçoes altas e nobres e lucidas -
Sim, verdadeiramente altas e nobres e lucidas -,
E quem sabe se realizáveis,
Nunca verao a luz do sol real nem acharao ouvidos de gente?
O mundo é para quem nasce para o conquistar
E nao para quem sonha que pode conquistá-lo, ainda que tenha razao.
Tenho sonhado mais que o que Napoleao fez.
Tenho apertado ao peito hipotético mais humanidades do que Cristo,
Tenho feito filosofias em segredo que nenhum Kant escreveu.
Mas sou, e talvez serei sempre, o da mansarda,
Ainda que nao more nela;
Serei sempre o que nao nasceu para isso;
Serei sempre só o que tinha qualidades;
Serei sempre o que esperou que lhe abrissem a porta ao pé de uma parede sem porta,
E cantou a cantiga do Infinito numa capoeira,
E ouviu a voz de Deus num poço tapado.
Crer em mim? Nao, nem em nada.
Derrame-me a Natureza sobre a cabeça ardente
O seu sol, a sua chava, o vento que me acha o cabelo,
E o resto que venha se vier, ou tiver que vir, ou nao venha.
Escravos cardiacos das estrelas,
Conquistamos todo o mundo antes de nos levantar da cama;
Mas acordamos e ele é opaco,
Levantamo-nos e ele é alheio,
Saímos de casa e ele é a terra inteira,
Mais o sistema solar e a Via Láctea e o Indefinido.

(Come chocolates, pequena;
Come chocolates!
Olha que nao há mais metafisica no mundo senao chocolates.
Olha que as religioes todas nao ensinam mais que a confeitaria.
Come, pequena suja, come!
Pudesse eu comer chocolates com a mesma verdade com que comes!
Mas eu penso e, ao tirar o papel de prata, que é de folha de estanho,
Deito tudo para o chao, como tenho deitado a vida.)


Mas ao menos fica da amargura do que nunca serei
A caligrafia rapida destes versos,
Portico partido para o Impossível.
Mas ao menos consagro a mim mesmo um desprezo sem lágrimas,
Nobre ao menos no gesto largo com que atiro
A roupa suja que sou, em rol, pra o decurso das coisas,
E fico em casa sem camisa.

(Tu que consolas, que nao existes e por isso consolas,
Ou deusa grega, concebida como estátua que fosse viva,
Ou patricia romana, impossivelmente nobre e nefasta,
Ou princesa de trovadores, gentilissima e colorida,
Ou marquesa do século dezoito, decotada e longínqua,
Ou cocote célebre do tempo dos nossos pais,
Ou nao sei que moderno - nao concebo bem o que -
Tudo isso, seja o que for, que sejas, se pode inspirar que inspire!
Meu coraçao é um balde despejado.
Como os que invocam espiritos invocam espiritos invoco
A mim mesmo e nao encontro nada.
Chego á janela e vejo a rua com uma nitidez absoluta.
Vejo as lojas, vejo os passeios, vejo os carros que passam,
Vejo os entes vivos vestidos que se cruzam,
Vejo os caes que também existem,
E tudo isto me pesa como uma condenaç?o ao degredo,
E tudo isto é estrangeiro, como tudo.)


Vivi, estudei, amei e até cri,
E hoje nao há mendigo que eu nao inveje só por n?o ser eu.
Olho a cada um os andrajos e as chagas e a mentira,
E penso: talvez nunca vivesses nem estudasses nem amasses nem cresses
(Porque é possível fazer a realidade de tudo isso sem fazer nada disso);
Talvez tenhas existido apenas, como um lagarto a quem cortam o rabo
E que é rabo para aquém do lagarto remexidamente

Fiz de mim o que nao soube
E o que podia fazer de mim nao o fiz.
O dominó que vesti era errado.
Conheceram-me logo por quem nao era e nao desmenti, e perdi-me.
Quando quis tirar a mascara,
Estava pegada á cara.
Quando a tirei e me vi ao espelho,
Já tinha envelhecido.
Estava bebado, já nao sabia vestir o dominó que nao tinha tirado.
Deitei fora a máscara e dormi no vestiário
Como um cao tolerado pela gerencia
Por ser inofensivo
E vou escrever esta história para provar que sou sublime.

Essencia musical dos meus versos inuteis,
Quem me dera encontrar-me como coisa que eu fizesse,
E nao ficasse sempre defronte da Tabacaria de defronte,
Calcando aos pés a consciencia de estar existindo,
Como um tapete em que um bebado tropeça
Ou um capacho que os ciganos roubaram e nao valia nada.

Mas o Dono da Tabacaria chegou á porta e ficou á porta.
Olho-o com o deconforto da cabeça mal voltada
E com o desconforto da alma mal-entendendo.
Ele morrerá e eu morrerei.
Ele deixará a tabuleta, eu deixarei os versos.
A certa altura morrerá a tabuleta tambem, os versos também.
Depois de certa altura morrerá a rua onde esteve a tabuleta,
E a lingua em que foram escritos os versos.
Morrerá depois o planeta girante em que tudo isto se deu.
Em outros satélites de outros sistemas qualquer coisa como gente
Continuará fazendo coisas como versos e vivendo por baixo de coisas como tabuletas,

Sempre uma coisa defronte da outra,
Sempre uma coisa tao inutil como a outra,
Sempre o impossível tao estupido como o real,
Sempre o mistério do fundo tao certo como o sono de mistério da superficie,
Sempre isto ou sempre outra coisa ou nem uma coisa nem outra.

Mas um homem entrou na Tabacaria (para comprar tabaco?)
E a realidade plausivel cai de repente em cima de mim.
Semiergo-me enérgico, convencido, humano,
E vou tencionar escrever estes versos em que digo o contrário.

Acendo um cigarro ao pensar em escreve-los
E saboreio no cigarro a libertacao de todos os pensamentos.
Sigo o fumo como uma rota propria,
E gozo, num momento sensitivo e competente,
A libertaçao de todas as especulacoes
E a consciencia de que a metafísica é uma consequencia de estar mal disposto.

Depois deito-me para trás na cadeira
E continuo fumando.
Enquanto o Destino mo conceder, continuarei fumando.

(Se eu casasse com a filha da minha lavadeira
Talvez fosse feliz.)

Visto isto, levanto-me da cadeira. Vou á janela.
O homem saiu da Tabacaria (metendo troco na algibeira das calças?).
Ah, conheço-o; é o Esteves sem metafísica.
(O Dono da Tabacaria chegou á porta.)
Como por um instinto divino o Esteves voltou-se e viu-me.
Acenou-me adeus, gritei-lhe Adeus ó Esteves!, e o universo
Reconstruiu-se-me sem ideal nem esperança, e o Dono da Tabacaria sorriu."

15-1-1928

quinta-feira, janeiro 19, 2006

Sugestao do mes de Janeiro de 2006.
Queen - "The Millionaire Waltz"
album: A Day at the Races
ano: 1976
O lado mais lirico dos Queen. Para aqueles que julgam que os Queen sao apenas uma banda de rock pomposo e que escreve verdadeiros hinos, eis aqui uma musica diferente (...de tudo o que ja tenham ouvido), que representa um pouco o que foram os Queen dos primeiros anos, nos quais era vulgar fazerem "amalgamas de musicas" (das quais o Bohemian Rhapsody é o melhor exemplo...) Nao vos prometo que gostem, apenas quero que descubram um pouco mais que o obvio...:)
(se puderem, atentem ao facto de o que ouvem na coluna/phone esquerdo nao é propriamente igual ao que ouvem no direito, especialmente no inicio...:PP)
Depois commentem a dizer o que acharam...;)


"Bring out the charge of the love brigade
There is spring in the air once again
Drink to the sound of the song parade
There is music and love ev'rywhere
Give a little love to me
(I wanna) Take a little love from me
I want to share it with you

Feel like a millionaire
Once we were mad we were happy
We spent all our days holding hands together
Do you remember my love
How we danced and played?
In the rain we laid
We could stay there for ever and ever
Now I am sad you are so far away
I sit counting the hours day by day
Come back to me
How I long for your love
Come back to me
Be happy like we used to be

Come back come back to me
Come back come back to me
Oh come back to me oh my love
How I long for your love
Won't you come back to me?

My fine friend
Take me with you and love me forever
My fine friend
Forever forever

Bring out the charge of the love brigade
There is spring in the air once again
Drink to the sound of the song parade
There is music and love ev'rywhere
Give a little love to me
(I wanna) Take a little love from me
I want to share it with you
Come back come back to me feel
Make me feel like a millionaire..."

sexta-feira, janeiro 06, 2006

Ritornare



Comecei a esboçar um sorriso quando embarquei pela segunda vez abordo do avi?o da tap que iria levar-me de encontro com os meus. Quando olhei em volta, vi tudo o que sempre tinha visto em toda a minha vida aparecer de novo, após uma curta aus?ncia. As gotas da ens?ncia lusitana, que foram derramadas pelos deuses neste pedaço de terra plantado ? beira mar, invadiram-me os sentidos a cada passo que dava em busca do meu lugar. Quando levantávamos voo, vi pela janela, o resumo cinematográfico que a minha mente produzia, com as minhas memorias mais recentes a serem projectadas numa janela oval, por onde gotas de chuva caíam. Na minha mente tinha latente a saudade adormecida das coisas que deixei para trás; Das pessoas que n?o viram o que os meus olhos viram, mas que sentiam se o que via me alimentava a alma.
Cada pedaço do mundo em que os outros me conhecem aparecia lentamente. O café, pequeno e poderoso, Como o povo que o bebe. O jornal com as noticias de uma terra que olha sempre para mais longe para se encontrar. O falar, de sua doce melodia, t?o amarga que dói quando canta, t?o doce que embala quando se ouve. Tudo isto voltava a pertencer ao meu mundo. Entrava como o ar que passava pelo avi?o.
Comecei a pensar nos meus pais, e na vontade que tinha em abraça-los, em ver a minha irm?, o meu gato, avó e amigos. E na falta que tinha sentido, mas que sabia n?o poder ser apagada por eles. Jurei a mim mesmo n?o chorar quando os visse. Como tinha feito tantas vezes quando era pequeno e n?o queria mostrar que estava triste ao mundo. Prometi aguentar as minhas lágrimas perante o mundo que me conhece, pois, agora mais que nunca, eu tinha visto o mundo. Por isto, e por tudo que cada pausa na minha respiraç?o comporta quando penso no que vi, n?o podia chorar.
O seu abraço soube-me bem, como nunca outro poderia algum dia saber. Já n?o eram eles que abraçavam-me, mas sim eu que estendia os meus braços para os trazer de volta ao meu mundo, para mostrar que tinha sobrevivido sem eles, sem os seus abraços.
Um homem tem duas vidas, a que os outros conhecem; e a que deixa que os outros conheçam. Estas eram a cara dos que me conhecem. Depois de eu me ter dado a conhecer ao mundo.
Desejei voltar para o mundo no dia a seguir a ter voltado para ele. Já tinha visto que tudo ficara na mesma, só eu mudara. Pensei combater esta vontade de retornar, mudando o que ficara, mas cedo vi que aqui nada existe para eu mudar. Tudo o que fiz, está feito e n?o pode mudar. Apenas posso andar em círculos, como as rotundas de Massamá, que nunca mudam. Neste mundo que eu deixara é-me impossível construir uma linha recta dentro dele, somente para fora elas s?o permitidas. O abraço que tanto me envolve é o que impede-me de ir em frente, resta-me sair pelo espaço que n?o fecha, neste abraço e ir em busca da distância necessária para ter saudade, deste lugar que nunca mudará.

Se ficar aqui nunca mudarei, morrerei no conforto asfixiante de um abraço, perdido nas rotundas de Massamá



Ao meu mundo,

Ricardo Pascual
Onde fica o pais das maravilhas?



Onde fica esse belo local onde os sentimentos surgem como gotas de chuva, suaves e intensas? É na clausura do relacionamento de dois enamorados ou no isolamento constantemente quebrado da solid?o?

Como chego lá? Devo viajar pelo mundo em busca da chuva que n?o cai do céu, ou devo ficar onde estou, esperando por ela? Chegará a chuva antes da terra fértil se transformar em deserto?

Devo-me criar em negro, com uma presença que tudo absorve, ou devo eu criar-me em branco radiando azul, vermelho, amarelo, verde, roxo, e preto para que os outros absorvam?

E deus, que dizes tu disto?
E eu que sou eu nisto?



Ricardo Pascual

quinta-feira, janeiro 05, 2006

5 de Janeiro 2004 - 5 Janeiro 2006:
Os 2 anos do 3 Imaginary Boys.

sexta-feira, dezembro 30, 2005

List seven songs you are into right now. No matter what the genre, whether they have words, or even if they're any good, but they must be songs you're really enjoying now. Post these instructions in your livejournal along with your seven songs. Then tag seven other people to see what they're listening to


1 Mew - The Zookeeper's Boy
2 Mew - 156
3 Mew - Mica
4 A-Ha - Birthright
5 Queen - White Queen (as it began)
6 Kraftwerk - Computer Love
7 The Cure - Just Like Heaven


and i shall tag:
RACTOR
RC
Pomegranate

quinta-feira, dezembro 29, 2005

A-Ha "Birthright"
"[...]
But who's gonna come with you tonight
Who's gonna to tell you it's alright?
Everything changes over time
Just like wine.

Time ain't gonna hold you up,
Ain't going to make it stop
Long enough to ease your mind,
Ain't gonna make it last forever.

And you...
whatcha gonna do?
Walk it solitary?
So unnecessary
But it's alright
It's your birthright..."

terça-feira, dezembro 27, 2005

Dezembro 2005 - Musica do mes:
Mew - "The Zookeeper's Boy"
album: And The Glass Handed Kites
ano: 2005


"Are you my lady, are you?
Are you my lady, are you?

If I don't make it back from the city,
then it is only because I am drawn away.
For you see, evidently there's a dark storm coming,
and the chain on my swing is squeaking like a mouse.

So are you my lady, are you?
Are you my lady, are you? (The rain is falling down, the cars remain.)

You're tall just like a giraffe,
you have to climb to find its head.
But if there's a glitch, you're an ostrich,
you've got your head in the sand.

In a submersible I can hardly breathe,
as it takes me inside, so the light sings.
Answer me truthfully, do the clouds kiss you?
With meringue-coloured hair, I know they cannot.

So are you my lady, are you? (The rain is falling down, the cars remain.)
Are you my lady, are you? (The rain is falling down, the cars remain.)

Santa Ana winds bring seasickness
Zookeeper hear me out:
How dare you go? (Cold in the rain.)

Tall just like a giraffe,
you have to climb to find its head.
But if there's a glitch, you're an ostrich,
you've got your head in the sand.

Are you my lady, are you?
Are you my lady, are you? (The rain is falling down, the cars remain.)
Are you my lady, are you? (I could not be seen with you, working half the time and looking fine in cars re-made.)"

sábado, dezembro 24, 2005

Oi,

Venho por este meio desejar a todos os nosso assíduos leitores:

UM SANTO E FELIZ NATAL!!!!

Cumprimentos,

OS 4 imaginários ( nós os 3 e o Pai Natal)

quarta-feira, dezembro 21, 2005

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"Are you my lady, are you?"
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sábado, dezembro 17, 2005

Veritas




Os nossos reflexos nem sempre nos s?o dados por espelhos ou por pedaços de lat?o polido, ou mesmo, por uma poça de agua iluminada. As vezes vemo-nos em outras pessoas. Vemos quem somos, quem gostávamos de ser, e naquilo que momentaneamente aparentamos ser, normalmente é algo que juramos nunca ser.

Ultimamente n?o me encontro quando vejo um reflexo daquela que devia ser a minha imagem. É como se n?o existisse aos meus olhos, como se tivesse morrido para mim e continuasse a viver para o mundo, numa sucess?o aleatória de acontecimentos que passam por mim e que deixam-me indiferente.

Tenho o comum defeito de gostar de rodear-me de pessoas que se interessam pelo que digo, e de gostar de estar com elas mesmo quando n?o digo nada, e elas dizem tudo. Simbiose de almas.

2005 foi um bom ano. Embora tenha chumbado, por uma mui errada opç?o, viajei para fora; fui onde sempre sonhei em ir; partilhei momentos com pessoas invulgares e que se tornaram especiais. E voltei… Para o mesmo sitio onde estava, que por si só é de se esperar, o que n?o é de se esperar é que depois de ter visto e vivido tudo o que vivi, sinta-me sozinho e sem esperança no dia de amanha. Agora pergunto-me o que é mesmo importante, e o que dá mesmo sabor ? vida. Durante grande parte da adolesc?ncia sonhei com as coisas que fiz neste ver?o. Ir a Nova York, arranjar uma bela rapariga loira de olhos azuis e numa fase mais “verde” ser salva vidas. Fiz isto tudo. Agora pergunto-me o que esperar e pelo que lutar no futuro próximo. N?o quero ficar em casa, sozinho viajando em mim. Quero viver a vida, sofrer, rir, amar e escrever frases cliché em todas as oportunidades que tenha!

E agora para onde?




Ricardo Pascual

sexta-feira, dezembro 16, 2005

Tagged byXTG...
Ground rules: The first player of this "game" starts with the topic "Five Weird Habits of Yourself" and the people who get tagged need to then write a LJ entry about their five quirky little habits as well as state the rules of this game clearly. In the end, you need to list the next five people who you want to tag.

1 - Tenho 1 estranha mania com gavetas. Nao posso ver uma aberta ou semi-aberta que a tenho que fechar. É mais forte que eu!:D

2 - Sou CHATO ate dizer basta a falar dos Premios Valmor (aqueles premios de arquitectura que sao atribuidos anualmente aos edificios lisboetas). Se andarem comigo na ruas sao capazes de me ouvir falar e passarmos por 1 desses, que eu diga em que ano ganhou, qual o arquitecto e ainda vos conte alguma historia sobre o edificio...mesmo que ja vos tenha dito isso 1000 vezes... Por falar nisso, o primeiro premio foi instituido em 1902, tendo sido atribuido pelo Visconde de Valmor, em igual montante ao dono do edificio (Lima Mayer) e ao arquitecto do mesmo (Nicola Bigaglia). O edificio fica no gaveto da Av.Liberdade com a Rua do Salitre e actualmente é o edificio da embaixada de Espanha... Percebem agora, né?:DDD

3 - Só bebo chá quando estou constipado. E sempre acompanhado com mel. Fora isso, recuso sempre chá, dizendo que "nao gosto"!

4 - Tenho 1 colecçao com mais de 500 marcadores de livros diferentes.

5 - Ja li "Os Maias" 3 vezes e estou a pensar voltar a faze-lo brevemente


E eu vou taggar:
RACTOR
RC (será que o vao fazer?)
Pomegranate

quinta-feira, dezembro 15, 2005

Caro Pai Natal.
Como é da praxe te escrever nesta epoca do ano, aqui vai a minha carta. Queria-te pedir apenas 1 coisa para este Natal: um novo single da Madonna.
Nao, nao quero o single, propriamente dito, como prenda. Quero é que a Madonna lance um novo single. E ate pode ter algum sucesso... Tambem nao, Pai Natal. Nao sou assim taaao altruista...
...o que eu quero é 1 pouco de descanso para os meus ouvidos. Estou farto dos acordes do "Hung up", é a toda a hora, todo o instante! E olha que eu ate gostava bastante da musica dos Abba de onde veio o original... Mas agora ja nao aguento mais!!!
Espero que me tenha portado bem o suficiente para merecer isto como prenda.

Obrigado.
Reflex

quarta-feira, dezembro 07, 2005

"Something about you
Compels me to feel
That a glued together vase
Is still a vase..."

(Mew "Mica")

segunda-feira, dezembro 05, 2005

Esta é a moral de uma história que está circulando de boca em boca entre os principais especialistas norte-americanos em atendimento ao cliente.
A história começa quando o gerente da divisao de carros da Pontiac, da GM dos EUA, recebeu uma curiosa carta de reclamaç?o de um cliente. Eis o que ele escreveu:
"Esta é a segunda vez que mando uma carta para voces, e nao os culpo por nao me responder. Eu posso parecer louco, mas o facto é que nós temos uma tradiçao em nossa familia, que é a de comer sorvete depois do jantar. Repetimos este hábito todas as noites, variando apenas o tipo do sorvete, e eu sou o encarregado de ir comprá-lo.
Recentemente comprei um novo Pontiac e desde entao minhas idas á sorveteria se transformaram num problema. Sempre que eu compro sorvete de baunilha, quando volto da loja para casa, o carro nao funciona . Se compro qualquer outro tipo de sorvete, o carro funciona normalmente.
Os senhores devem achar que eu estou realmente louco, mas nao importa o quao tola possa parecer minha reclamaçao. O facto é que estou muito irritado com meu Pontiac modelo 99".
A carta gerou tantas piadas do pessoal da GM que o presidente da empresa acabou recebendo uma cópia da reclamaçao. Ele resolveu levar a sério e mandou um engenheiro conversar com o autor da carta.
O funcionário e o reclamante, um senhor bem-sucedido na vida e dono de vários carros, foram juntos á sorveteria no fatidico Pontiac.
O engenheiro sugeriu sabor baunilha para testar a reclamaçao e o carro efetivamente nao funcionou. O funcionário da GM voltou nos dias seguintes, á mesma hora, e fez o mesmo trajecto, e só variou o sabor do sorvete. Mais uma vez, o carro só nao pegava na volta, quando o sabor escolhido era baunilha.
O problema acabou virando uma obsessao para o engenheiro, que passou a fazer experiencias diárias, anotando todos os detalhes possíveis, e depois de duas semanas chegou a primeira grande descoberta.
Quando escolhia baunilha, o comprador gastava menos tempo, porque este tipo de sorvete estava bem na frente. Examinando o carro, o engenheiro fez nova descoberta: como o tempo de compra era muito mais reduzido no caso da baunilha em comparaçao com o tempo dos outros sabores, o motor nao chegava a esfriar. Com isso os vapores de combustível nao se dissipavam, impedindo que a nova partida fosse instantanea.
A partir deste episódio, a Pontiac mudou o sistema de alimentaçao de combustível e introduziu a alteraçao em todos os modelos a partir da linha 99. Mais que isso, o autor da reclamaçao ganhou um carro novo, além da reforma do que nao pegava com sorvete de baunilha.
A GM distribuiu também um memorando interno, exigindo que seus funcionários levem a sério até as reclamaçoes mais estapafurdias, "porque pode ser que uma grande inovaçao esteja por atrás de um sorvete de baunilha" diz a carta da GM.

quinta-feira, dezembro 01, 2005

1 de Dezembro de 1640, restauracao da Republica Portuguesa
Para festejar esse intuito, recupero 1 fantastico post do meu co-blogger RACTOR escrito aquando do Euro2004 sobre os nossos vizinhos, expulsos ha 365 anos do nosso belo Portugal!



Arriba Espana~
1.A mania que eles tem de invadir-nos de 200 em 200 anos só para levarem nos cornos. Será masoquismo?!?

2.Tratado de Tordesilhas, em que eles ficaram com o ouro e a prata toda e nós com as mulatas e a caipirinha... pensando bem, o negócio até nem foi tao mal para nós porque, entretanto, o ouro e a prata acabaram-se.

3. As sevilhanas: que raio de gente com auto-estima se veste com vestidos ás bolinhas tipo joaninha e saltita enquanto um parolo de cabelo oleoso geme como quem está com uma crise de hemorróidas?

4.Castilla la Macha, Estremadura e Andaluzia: todos eles desertos áridos e monótonos, mas sem camelos nem tipos de turbante para tirar fotos com os turistas.

5. O antigo costume espanhol de reclamarem para si terras ás quais nao tem direito (como Gilbraltar,Ceuta, Olivença - que é nossa! - e as Canárias).

6.Enrique Iglesias, y su magnifica verruga en la tromba.

7.A língua castelhana: esse prodígio da linguagem, em que seres humanos sao capazes de emitir ruídos imitando perfeitamente o som de um cao a roer um osso.

8. Filipe I.

9. Filipe II.

10. Filipe III.

11. Os Seat, os piores automóveis que existem a oeste da Varsóvia. Boca chauvinista, a treinar diante do espelho: «Yo esborracho tu Seat Marbella com mi pujante UMM»!

12. A Guardía Civil, e a sua mania de arrear porrada em políticos portugueses na fronteira: mesmo que eles estivessem a pedi-las, nos nosso políticos somos nós quem "molha a sopa".

13. Badajoz, a segunda cidade mais feia do mundo, a seguir a Ayamonte.

14. Os nomes que ostentam: quer queiram, quer nao, Pilar é nome de uma viga de betao e Mercedes é tudo menos nome de mulher!

15. A mania que tem de se afirmarem como uma naçao unida quando tres quintos da populaçao tem um ódio de morte a Espanha.

16. El Córte Inglés... Até eles tiveram vergonha da sua criaçao, pelo que nao lhe chamaram "El Córte Espanol", optando por atirar as culpas a outro povo, totalmente inocente.

17. Café espanhol: uma zurrapa intragável e, além disso, para se conseguir uma bica em Espanha, o cliente tem que especificar expressamente que a quer «sin leche». E, á cautela, convirá também pedir sem Sonasol, sem gelo, sem pelos do peito do empregado...

18. A riquíssima culinária espanhola: paella de carne, paella de peixe, paella de gambas...Claro que galegos, bascos e catalaes tem uma culinária riquíssima, mas esses nao sao espanhóis (ver ponto 15).

19. O hábito cínico de nos tratarem por "nuestros hermanos". Aí o portugues deve, com enfase, esclarecer: «Xô, bastardo! Vai prá p*** que te pariu».

20. A televisao espanhola: 100% parola, e onde é considerado top de audiencias um concurso em que a corrente, chamada Mercedes (vrumm! vrumm!), tem que dançar sevilhanas (arrghh!) com o Enrique Iglesias (vómitos!) para ganhar um Seat (keep it!) ou um T2 em Ayamonte (naaaaaaaaao!).

21. Já imaginando a contra-argumentaçao que alguns tentarao contra esta minha lista, devo lembrar que os filmes do Canal 18 NaO sao feitos em Espanha, nem por espanhóis. Vejam o genérico. Sao americanos e dobrados em espanhol porque os espanhóis ficariam logo murchos se ouvissem as senhoras a gemer noutra língua que nao a sua. Aliás, os espanhóis nunca foram muito dotados: sabiam que a DUREX comercializa em Portugal preservativos com uma média de 1 cm mais compridos do que aqueles que comercializa em Espanha?!?

Agora, agradeçamos todos:

«Obrigado D. Afonso Henriques, por nos teres separado dessa raça, para que hoje possamos dizer, com orgulho, eu sou portugues!»
...e (acrescento eu...) a todos os que os expulsaram!:)

quarta-feira, novembro 30, 2005

Descendo a Avenida, de charuto na mao...
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Luzes de Natal.

segunda-feira, novembro 28, 2005

City of blinding lights

Aos meus amigos,


Nunca vos contei com o promenor que vos devo, as aventuras que tive neste verao pelas terras do tio sam. E nunca vos contei nada de mais. Decidi faze-lo hoje, Enquanto via imagens do passado na net reparei num link para o nosso blog, e depois lembrei-me que tenho sido antipatico demasiadas vezes. Eis o meu cachimbo da paz para ti rose.


Toda a acçao começa por baixo, quer seja o pequeno passo que nos leva a viajar, quer seja o realizar de um sonho. Assim começou Nova York para mim. Na hora mais agitada da cidade que nunca dorme, no sitio mais igual de toda a igualdade na terra, estava eu carregado de malas e bagagens, de perguntas e de questoes, de ansiadedes e medos. Debaixo da terra no metro em direçao ao primeiro local de passagem depois de casa e longe do mundo tal como o conhecia, a universidade de columbia.

Tinha deixado a terra que me viu nascer, e mal aterrei na terra que viria a ver-me crescer apercebi-me que trouxera demasiada bagagem. Um trolley e uma mochila de campismo eram demasiado grandes para transportar num pais onde o grande é normal.
A viagem do metro foi o primeiro teste ao afamado mal humor nova yorkino. Passou com a mais alta das notas, nao ouvi um unico comentario aos imensos volumes que transportava, nem sequer quando fazia verdadeiras abordagens,no sentido mais nautico do termo, aos restantes passageiros. coisa que em Lisboa teria provocado ou o maior dos enjoos, uma vez que temos uma forte ligaçao ao mar.. ou a mais portuguesa das respostas - vem para aqui com estas malas... estes turistas dum raio" ! Fiquei espantando com o brilho que as pessoas tem debaixo da terra. Talvez nao seja tudo tao perfeito como descrevo nesta cidade que nunca dorme, mas certamente nao foi o suficiente para querer voltar para tras, tal nunca aconteceu....


... Algum dia tiveram aquela sensaçao que estavam a voar nos vossos sonhos? Sempre que recordo Nova York e tudo o que vi nos U.S.A parece que estou a voar de tao irreal que parece o que a mente se lembra.

E em nota pessoal, Rose selavy, quando perguntaste por onde andava no verao, eis a resposta: a viver a vida

( infelizmente nao foi a ler um livro, senao isto estaria muito melhor escrito :)


Cumprimentos a todos os meus estimados amigos e leitores



Ricardo Pascual

domingo, novembro 27, 2005

Sugestao do mes de Novembro:
MEW
Esta banda dinamarquesa, que ficou em Portugal conhecida apos o seu "Comforting Sounds" ter sido escolhida, em 2003, para musica da campanha publicitaria da Optimus (e que na minha opiniao foi 1 das musicas que mais marcou a publicidade em Portugal nos ultimos anos...) está de volta com um novo album. Depois de "A Triumph For Man" (1997), "Half the World is Watching Me" (2000) e "Frengers" (2003) os Mew lançaram ha poucos meses um novo album, intitulado "And The Glass Handed Kites".
Os Mew sao, na verdade, dificeis de qualificar. Mas passaram rapidamente a ser uma das minhas bandas preferidas e eventualmente a unica com este estatuto a ter sido fundada ha menos de 20 anos...:P
Se ja os conhecem, aconselho-vos o novo album (do qual elejo "The Zookeper's Boy" como a minha preferida), senao aconselho-vos a conhecer...
Do meu lote das minhas musicas preferidas dele, encontra-se os ja referidos "Comforting Sounds" e "The Zookeper's Boy", "Mica", "Shespider", "King Christian", "Saliva", "Am I Wry? No", "156" e "She Came Home For Christmas".
Foi igualmente, considerada em Lisboa, no MTV Music Awards como a melhor banda dinamarquesa de 2005.
www.mewsite.com (se quiserem conhecer mais...)


"They represent the dark voices in your head"

quarta-feira, novembro 09, 2005

Assim sou eu. Salto de uma tarde, imovel, a estudar, de t-shirt, para um banho quente, quentissimo, daqueles que quase tiram a pele. Daqueles que me acusam de loucura, apenas digo que n?o estava frio, portanto era normal que tivesse passado a tarde de t-shirt. Dos que me acusam de incoerencia, apenas digo que o meu corpo me pediu o banho quente.
Assim sou eu. Uma tarde racional de t-shirt em pleno Novembro seguido de um impulsivo banho quente. Sem que a coerencia possa ser posta em causa.

"O que é este intervalo entre mim e mim?" Bernardo Soares
The biggest looser of them all- me



Hoje apercebi-me da minha triste e miseravel condiçao de falhado. Um falhado patetico que nao consegue ter sucesso em nada do que se propoe a fazer, nada mesmo. Ora partilhem comigo o vosso intelecto, analisando estes factos. Simples, concisos e pior que tudo, verdadeiros.

No 10? ano muitas vezes chamavam-me de otário, que deixava-me extremamente irritado porque considerava-me o oposto. Eu é que sabia mais que o outros.. Os testes de QI provava-no. Porem em toda a minha vida académica nunca consegui passar do reles 18 e foi só e sempre ? mesma disciplina.. História. Nao porque tivesse grande brilho academico, mas sim porque desde que me lembro tinha lido livros do 12? de história. Apesar disto, houve melhores notas que a minha nesta disciplina.. Mesmo depois de passar anos e anos a ler a merda dos livros..

Nao entrei ? primeira na universidade, entrei em sociologia do trabalho.. depois em historia e depois em informaçao turistica. Passei o primeiro ano perdido de amores por uma rapariga compremetida.. que se veio a tornar meu hoby.. uma vez que no verao fiz o mesmo com um pita de 17 anos!!! e que tragédia das tragédias! quando chegou a altura nao fui capaz de a beijar... já nem vou falar da nao existente vida sexual..

No segundo ano consegui algo!! verdadeiramente algo.. fazer um peça de teatro.. :P grande coisa.. qualquer pessoa com o mesmo empenho teria feito melhor. Consegui alem disto chumbar num curso super facil com 9 a quase tudo, tirando aquelas onde nao meti sequer os pes.. Isso sim é de génio!! Deve ser sem duvida obra do meu elevado QI.. Mais uma vez o elevado QI. Bazei para os estados unidos totalmente decadente. Foi la que fiquei mais alegre, nao tinha problemas nenhuns.

Volto cá e está tudo na mesma.. nada mudou. Continuo sem namorada... continuo no segundo ano a ouvir as mesmas merdas dos mesmo profs.. continuo preso a um grupo de teatro onde terei que fazer eu tudo outra vez, e continuo a passar seroes com os meus amigos e a sua felicidade emprestada.

Nao gosto nem consigo levantar da cama de manha para aturar as mesmas coisas, outra vez, Afinal sou burro! estou destinado ao fracasso!! nao consigo fazer nada de jeito nem ter boas notas, nem ser charmoso o suficiente, nem ter labia.. nem ter bom aspecto...

Digam-me voces agora, porque razao me hei-de levantar de manha, ou mesmo a qualquer outra hora , da cama, quando qualquer sonho é melhor?!?!
PQ?!?!?

Mais vale ficar a dormir e rezar por mais horas de sono. Nao vou fazer nada para a escola.. nada de novo... vou perder tempo em horas e horas de caminho, para chegar la e voltar. que maravilha de vida...

fdx... nunca tive tanta vontade de dar um tiro nos cornos..



Ricardo Pascual

segunda-feira, novembro 07, 2005

The 80's are back...
Por todo o lado, os inconfundiveis acordes do "Gimme! Gimme! Gimme! (a man after midnight)" dos ABBA soam... Creio no entanto que tal massificaçao evita que até o mais distraido dos mortais nao perceba que está em 2005 e que a musica em questao é o "Hung Up" da Madonna. Excelente escolha a dela, ter aproveitado 1 dos mais fantasticos ritmos de sempre dos suecos. Pena é que, na minha opiniao, o resto da musica dela, nao corresponda...:(
Por outro lado, uma das melhores bandas da actualidade (senao mesmo a melhor...) foi buscar aos pais da electronica, os acordes para a sua nova musica "Talk". Neste caso, creio que a musica está bem melhor conseguida, nao so porque nao se limitou, ao contrario de Madonna, a pegar na versao ja existente e cola-la á nova musica, como tambem a transposiçao dos acordes do sintetizador do "Computer Love" dos Kraftwerk para a guitarra de "Talk" foi feita com mestria e o resultado é fantastico...
...estou é sempre á espera que o Chris Martin solte um melodioso "computerliebe"...:P

domingo, novembro 06, 2005

Later later...
Later Later..



Os violinos tocam, a musica viaja pelo ar.
O teu cheiro invade a minha mente privada de beleza,
Na minha cara, carregada de tristeza, esboça-se um sorriso.

Os meus ouvidos ouvem a tua alma a chegar, passo a passo, ouço-te voar.

Toco-te na mao, vejo o sol brilhar pela primeira vez no teu cabelo. Nunca brilhou tanto.
A minha pela rugosa deleita-se de te sentir tao perto, tao suave, tao diferente da minha.

Digo-te Ola. Tu sorris. A minha cara ganha vida.
O dia começou, a luz entra pela janela.

A inquietaçao da perfeiçao desaparece no beijo que te dou, e a minha alma sorri. :)




Ricardo Pascual
Se pudesse começar a um milhao de quilometros de distancia
Se pudesse começar do outro lado do rio

Remava no rio, corria contra o vento, nadava com os peixes.
Voava incessentemente nos meus sonhos e aterrava sempre ao acordar.

Onde está a luz? falho em ve-la......


Ricardo

domingo, outubro 30, 2005

Oi,

Hoje consegui obter em exclusivo a foto do primeiro caso de Gripe de aves em França.



Assim como das melhores publicidades para colocar numa casa de banho.



Espero que gostem.

LOL.

Cumprimentos,

RC
Oi,

Time out expired.

Espero que gostem da imagem, eu achei brutal.





Cumprimentos,

RC

sábado, outubro 29, 2005

Time Out.

quarta-feira, outubro 26, 2005

Depeche Mode "Precious" (novo single)
Precious and fragile things
Need special handling
My God what have we done to You?

We always try to share
The tenderest of care
Now look what we have put You through...

Things get damaged
Things get broken
I thought we'd manage
But words left unspoken
Left us so brittle
There was so little left to give

Angels with silver wings
Shouldn't know suffering
I wish I could take the pain for you

If God has a master plan
That only He understands
I hope it's your eyes He's seeing through

Things get damaged
Things get broken
I thought we'd manage
But words have got spoken
Left us so brittle
There was so little left to give

I pray you learn to trust
Have faith in both of us
And keep room in your hearts for two

Things get damaged
Things get broken
I thought we'd manage
But words left unspoken
Left us so brittle
There was so little left to give
Realm


Depresao é o que acontece quando nao atingimos um dos nosso objectivos.

optimo agora já sei porque raio sinto-me tao em baixo, devo ter falhado nalgum objectivo. Passar de ano foi um. Nao ter mostrado a ninguem que em 3 meses mudei foi outro. Nestes falhei.

O blog anda uma merda.

Estou sem paciencia para perder tempo, porque fico com uma enorme sensacao de que o mundo inteiro respira atraves das minhas vias respiratorias, e entao fico ofegante, suspiro. Deito-me no chao a vislumbrar a passagem do ar, de todo o mundo nas respiraçoes que faço. Falha-me a visao, Falha-me a audiçao. Faço falta a mim mesmo. Onde ando eu?

Nao tenho namorada. Acho que uma das razoes é nao acreditar que alguem consegue gostar mesmo de mim pelo que sou, porque a maior parte das coisas que faço nao representam o que penso. E o que vivo nao gosto de lhe chamar vida, nem a quero partilhar, já é penosa o suficiente para mim vive-la. Pelo menos agora. So quero é dormir e ficar sozinho.


AHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHH!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!


Onde raio falhei eu?!?!?! Porque razao me levanto todos os dias seguer da cama?!?!?! eu nao tenho sono antes, nem depois, mas insisto em dormir.

Tanto mundo para ver, e aqui estou eu a respirar pelos meus unicos pulmoes, todo o ar que existe neste mundo irreal. Se toda a minha existencia fosse transformada em musica, esta parte seria tocada com uma guitarra em solo suave e triste, e uma harmonica de som meloso, que endormece os ouvidos, e soa acutilante ? mente.

Gostava de ser grande como os planos que tenho e as acç?es que faço..
Ser pequeno.. invisivel ao olho dos que passam, neste momento.

Ricardo Pascual

sexta-feira, outubro 14, 2005

Este post tem como unico fundamento, expressar a minha solidariedade para com as centenas (milhares?) de portugueses que estao esperando ansiosamente pela meia-noite em filas de se perder de vista (a la horizonte...) para adquirirem o nouvelle volume do Harry Potter!
O mais grave e vergonhoso de tudo é que quando chegarem, finalmente, ao fim da fila dispenderao cerca de 19€ para poderem levar o trofeu para casa!!! (nos campos de refugiados a comida é oferecida...!!!)
Depenados e com 1 sorriso nos labios, os desgraçados terao ainda pela frente 1 longa noite de insonia e cansaço e nao descansarao enquanto nao chegarem á ultima pagina pelo metodo mais dificil - a leitura de todas as restantes!
Serao 9h da manha quando adormecerem com o livro fechado e acabado ja sobre a cabeceira. Serao 15h quando acordarem com a sensaçao de que lhe passou 1 camiao por cima ou que acabaram com o JB na noite anterior. E sem os 19€, pois claro! E parvos...sorrirao de novo!

A unica boa é que o transito fluira amanha nas estradas portuguesas como nunca!!

quinta-feira, outubro 13, 2005

If I could tell the world just one thing
It would be that we're all OK
And not to worry 'cause worry is wasteful
And useless in times like these.

I won't be made useless
I won't be idle with despair
I will gather myself around my faith
For light does the darkness most fear
My hands are small, I know
But they're not yours, they are my own
But they're not yours, they are my own
And I am never broken
Poverty stole your golden shoes
It didn't steal your laughter
And heartache came to visit me
But I knew it wasn't ever after
We'll fight, not out of spite
For someone must stand up for what's right
'Cause where there's a man who has no voice
There ours shall go singing
My hands are small I know
But they're not yours, they are my own
But they're not yours, they are my own
I am never broken
In the end only kindness matters
In the end only kindness matters
I will get down on my knees, and I will pray
I will get down on my knees, and I will pray
I will get down on my knees, and I will pray
My hands are small I know
But they're not yours, they are my own
But they're not yours, they are my own
And I am never broken
My hands are small I know
But they're not yours, they are my own
But they're not yours, they are my own
And I am never broken
We are never broken
We are God's eyes
God's hands
God's mind
We are God's eyes
God's hands
God's heart
We are God's eyes
God's hands
God's eyes
We are God's hands
We are God's hands
(Jewel "Hands")

terça-feira, outubro 11, 2005

As musicas da minha infancia (1984-1994)
As 2 duzias mais importantes. Ordenadas decrescentemente...

1 - Dire Straits "Sultans of Swing"
2 - ABBA "Gimme! Gimme! Gimme! (a man after midnight)"
3 - Duran Duran "Save a Prayer"
4 - Village People "Can't Stop the Music"
5 - Don McLean "American Pie"
6 - Queen "I Want to Break Free"
7 - Dire Straits "Twisting By The Pool"
8 - John Lennon "Woman"
9 - Jerry Raferty "Baker Street"
10 - Scorpions "Still Loving You"
11 - Wilson Phillips "Release Me"
12 - Joanna "Amanha Talvez"
13 - Spandau Ballet "True"
14 - Vangelis "Chariots of Fire"
15 - Gypsy Kings "Bamboleo"
16 - Billy Medley and Jennifer Warnes "I've Had The Time of My Life"
17 - Queen "The Show Must Go On"
18 - Kim Carnes "Bette Davis Eyes"
19 - Patrick Swayze "She's Like The Wind"
20 - The Stranglers "Golden Brown"
21 - The Cure "Close to Me"
22 - Tracy Chapman "Bang Bang Bang"
23 - Marillion "Kayleigh"
24 - Nik Kersaw "I Won't Let The Sun Goes Down on Me"

sábado, outubro 08, 2005

Linguagem



E se de um momento para o outro começassem a falar uma linguagem estrangeira, que ninguem percebesse. Que fizesse todo o sentido para voces, mas que nao a conseguiam explicar, nem explicar o que queriam porque ninguem a perceberia. Nem mesmo voces quando a ouviam da vossa boca, so nos vossos pensamentos.

Esperem, talvez deva meter um ponto de interrogaç?o.. ?

Por vezes parece-me que as palavras que uso para vos contar o que vivi neste verao, nao sao suficientemente abrangente, a sua simplicidade esconde uma complexidade impossivel de escutar a quem ouve. E infelizmente o aparelho maravilha que se coloca no ouvido para escutar melhor, nao está disponivel por catalogo. Os sons que saem da minha boca fazem-me sentir surdo, por nao ouvir o que estou a dizer, apenas pensar no que digo, sem saber ao que soa. O espanto e tristeza invade a minha mente quando vejo as expressoes de quem nao ouvi o que disse, de quem nao podia ouvir o que lhes digo.

Li muito antes que os motards tinham o custume de se comprimentarem nos sinais de transito e sempre que passavam uns pelos outros. Num qualquer sinal vermelho vi o seu abanar de cabeça para o seu vizinho, e que sem lhe ver o rosto adivinhavam o olhar.
O olhar com que fiquei nos olhos, fica triste por ser um dos poucos a ver assim, e porem fica cheio de conforto quando ve o mesmo olhar noutros olhos. Onde as palavras dizem nada, e os olhos dizem tudo.



para os olhos da tita*



Ricardo Pascual

quinta-feira, outubro 06, 2005

quarta-feira, outubro 05, 2005

"O cara mais underground que eu conheço é o diabo
que no inferno toca cover das cançoes celestiais
com sua banda formada só por anjos decaídos
a platéia pega fogo quando rolam os festivais

enquanto isso Deus brinca de gangorra no playground
do céu com santos que já foram homens de pecado
de repente os santos falam "toca Deus um som maneiro"
e Deus fala "aguenta vou rolar um som pesado"

a banda cover do diabo acho que já tá por fora
o mercado tá de olho é no som que Deus criou
com trombetas distorcidas e harpas envenenadas
mundo inteiro vai pirar com o heavy metal do Senhor."

(Zeca Baleiro)

segunda-feira, outubro 03, 2005

Nao amar nao é opçao.
(nao o conseguimos evitar, mesmo que o queiramos...)

domingo, outubro 02, 2005

Talvez os sorrisos sejam efémeros e se transformem em lágrimas com o passar do tempo, n?o sei... Talvez aqueles sentimentos de que o mundo nao nos cabe dentro do peito, se transformem em bofetadas e em descidas abruptas á terra...

Uma vez, vai para 3 anos e meio (como o tempo voa!!) escrevi num dos meus poemas que nao deveriamos viver a vida como se fosse o ultimo dia, mas sim como se fosse o primeiro. Por muito que o evitassemos, se soubessemos que nao haveria amanha iriamos passar o derradeiro dia a pensar nisso. Mas se hoje é domingo e sei que amanha segunda será, posso vive-lo sabendo que se o hoje for bom, o amanha poderá ser ainda melhor and so on...
Por vezes porém, o nosso dia é taaao mau que nada nos pode fazer crer que o dia seguinte será melhor e só nos apetece dormir durante 3 anos, hibernar ou morrer. É aí que entram os amigos com aquela pachorra indiscritivel e nos arrastam para 1 sitio qualquer para contrariar o nosso espirito negativista... (eu pelo menos sou muito assim)

Uma das frases da minha autoria que eu mais gosto é "por muito que o temas ou desejas, ou por muito longiquo que esteja, "esse" dia chegará" (seja qual for...). Portanto para o caso do dias futuros que tememos, o truque é aproveitar todos os dias que até lá faltam, como se tivessemos a certeza que o dia seguinte é sempre melhor que o anterior. Porque nao podemos de todo parar o relogio e com ele o tempo.

"Quanta tranquilidade saber que o amanha vira!"
[...] que ele venha...
E depois logo se ve!"
(Reflex. Jan02)
Memorias de 26 dias...
AMOR É...
- encher-te o copo com agua e deixar-ta beber, mesmo estando eu a morrer de sede.
- dizeres-me para me deixar estar sentado no sofá enquanto acabas de fazer o jantar.
- procurar-te a meio da noita na minha cama...e te encontrar.
- aturares todas as minhas resmungices.
- deixar-te um copo de água em cima da mesa antes de sair de casa só porque sabia que regressarias com sede.
- tentarmos os 2 dar o ultimo bocado de uma das muitas comidas que partilhamos ao outro.
- mostrares-me cada recanto do teu mundo e queres saber tudo do meu.
- dizermos um ao outro "AMO-TE" quase tantas vezes como respiramos.
- eu lavar a loiça e tu limpá-la.
- deixarmos a loiça para lavar e irmos namorar.:P
- desenhares-me um boneco na mao e eu ter pena que ele se apagasse. (já se foi, snif)
- termos sempre lugar 1 para o outro na nossa vida.
- "...és tu e eu!"
AMO-TE!!!

sábado, outubro 01, 2005

Post das 3 da matina...
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Vou dormir.

domingo, setembro 25, 2005

"We are not that young..."

sexta-feira, setembro 23, 2005

A La Super Bock...
64,3% dos que vem ao blog fazem-no vindo de motores de busca.
64,2% desses, nao encontram aquilo que procuram.

89,5% dos que nos visitam nao conhecem os 3 bloguers.
47,1% nao conhecem nenhum.

20,6% dos que nos visitam e vem de motores de busca procuram algo relacionado com sexo.
Desses, 3,4% procuram igualmente letras dos Da Weasel.
Pelo menos um acedeu ao 3IB apos ter procurado num motor de busca "a gaja das mamas tortas" (veridico)

99,3% dos que leem agora este post teriam por certo coisas mais interessantes para fazer na vida.
Aos outros 0,7% um conselho "Get a life".
Mas a todos os 100% que o fazem, o nosso muito obrigado pela preferencia. Mesmo que nao saibam bem porque raio aqui est?o!!

quinta-feira, setembro 22, 2005

Os meus olhos nao choram e eu nao sei porque.

Nao me interessa.

Alma para de procurar, cerebro para de tentar pensar.

O meu pescoço cai vencido sobre o meu corpo de heroi, terra deixa de rodar.

Para de pensar.


Vive






Ricardo Pascual

segunda-feira, setembro 19, 2005

Triste Saudade




E assim se dá o regresso. Em expresoes de tristeza na cara de quem viajou.
Saudade... de que? de quem?

Quando sai de portugal fui de cabeça baixa e farto da vida que aqui levava, da monotonia, da facilidade das coisas, do garantido que elas me pareciam e da maneira como tudo na vida me parecia uma sucessao inevitavel de acontecimentos, onde eu já tinha o meu papel ? muito definido. No momento em que entrei no aviao tudo isto passou, deixei de me sentir preso, de sentir o sufoco de uma vida que teima em nao deixar respirar e deixei de sentir que sentia o meu triste sentir de nao querer sentir.

Os primeiros dias foram dificieis, estar longe do unico sitio que algum dia tinha conhecido e longe das pessoas que sempre tinha visto. Depressa reduzi tudo o que precisava, tudo o que tomava como garantido e vital a um minimo. Comida, cama, duche e roupa lavada seriam os meus companheiros. Longe do conforto do lar, encontrei-me no meio deste conforto simples e honesto. Onde a comida pode ser boa ou má, a cama pode ser confortavel ou desconfortavel e onde o duche e a roupa lavada servem para nos lembrar que somos homems, e como homems devemos enfrentar o dia novo que s?o todos os dias. Foi assim que trabalhando arduamente encontrei prazer nas coisas pequenas da vida, como andar de cabelo ao vento na traseira de uma pick up americana, com o frio da noite a ser aparado pelo casaco que vestia, apos um dia extunuante de trabalho, onde o simples era tido como complexo e se tornava em simples ao primeiro gesto. Trabalhei muito arduamente nos primeiros dias no ohio, talvez se as pessoas que trabalharam comigo e que sempre fizeram aquilo dissesem que me faltava sentir o corpo cansado, apos passar anos naquilo e sentir a tristeza que lhes vai na alma por saberem que aquilo é tudo o que tem, e que nao tem maneira de fugir do paraiso, que lhes alimenta, veste e abriga mas que nao enriquece a alma, senao com o calor das outras almas geladas que vagueiam pela noite. Como a minha, e como as deles. Um grande bem haja a voces Adam, Paulette e John. Pois que nunca soube os vossos apelidos, e nunca precisei de saber, porque apenas um conseguia descrever-vos. Nao por nao serem grandes, mas por serem gigantes, que apenas precisam de um só nome. ( Alexandre, Helena e Socrates)

Quando fui-me embora do Ohio, era com enorme alivio que o fazia, porque ja nao suportava ter que aturar o meu ignorante da sua limitaçao patrao. E por saber que ali ja tinha aprendido o que queria saber, que nem toda a gente tem sorte, que aos que nasceram sem sorte resta-lhes apenas conquistar sobre o azar e proteger-se uns aos outros, como fizeram connosco.


Eis que em Washington me tornei salva vidas, e melhorei o meu corpo, moldei-o a necessidade de andar mais depressa na bicicleta, de melhorar os reflexos para salvar uma vida, de ser mais rapido para agir antes que fosse tarde demais e de fazer tudo a dobrar por saber que o imprevisto acontece e para ai nem o dobro de nos é suficiente. Encontrei pelo meio uma agradavel sorriso, que vinha da russia e que sempre que a ia acordar ? cama tinha um sorriso lindo nos seus finos labios gelados. O seu cabelo era da cor do ouro. Os seus olhos azuis tiravam a saudade da terra que é abraçada pelo mar e que me viu nascer. E o seu doce cheiro era como se um bebe fosse dado ? luz no meio de um campo de rosas e tivesse a cabeça de um homem de 100 anos para apreciar o cheiro complexo que uma simples fragancia tem. Abordei-a de maneira original, disse-lhe tudo o que pensava na altura em que falava com ela e fiz o que queria sem pensar como ia reagir. Disse-lhe que lhe dava o prazer da minha companhia se me pagasse um gelado, ao que ela aventurosamente se propos a desafiar, a minha capacidade de inovar apenas para cedo se render aos encantos de um jovem que perante tal beleza nada mais queria que a sua companhia e um gelado. E se esta nao fosse possivel, entao um gelado, que sabe sempre bem em qualquer local.
Deixei-a com um adeus, ela deixou-me com uma pulseira.


Apos o meu trabalho estar terminado voltei a Nova York, numa viagem de autocarro que estava cheio de memorias e que seria a ultima naquele pais.

Autocarro onde tinha conhecido pessoas que me acusaram de furar a linha e que depois receberam-me na simpatia das suas palavras quando viram a verdade das palavras que lhes dirigia na sua lingua. Autocarro que veio com alivio por saber que nao iamos para casa de Steubenville para Nova York, mas sim para trabalhar mais uns meses até setembro. E janela aberta para a america, onde o pobre viaja confortavel de autocarro, o menos pobre desconfortavel em longas viagens no seu carro, o normal antiquado viaja de comboio pela recordaçao que lhe traz dos velhos filmes de cowboy e onde o modermo, saloio, velho e bizarro viaja de aviao, por ter o dinheiro que lhe permite andar a 10.000 pés de altitude a comer a mais pequena refeiçao da sua vida enquanto muda de cidade no seu gigantesco pais.

Nova York nunca ficara velha para mim, nem para o mundo. Chama-lhe a grande maça. Nutritiva, cheia de pequenos saborosos momentos que se abre ao palato em cada dentada, assim é esta grande, pequena cidade. Onde nunca se dorme, apenas se faz um intervalo. Aqui vi a minha primeira peça da Broadway onde actores profissionais faziam aquilo que sonho, representavam em cima de um palco do tamanho do mundo onde tudo pode acontecer e onde tudo acontece. Despertou-me para a dimensao da experiencia que estava a viver e para quem era, sou, e serei.
Tudo era grande e nunca me senti pequeno, porque soube que era tudo construido por homens de pequena estatura mas de grandes espiritos, como os mexicanos que hoje trabalham 18 horas por dia, para um dia o seu corpo ser grande como a alma que os faz dedicar-se ao trabalho com tamanha paixao e rigor.

Ao voltar para aqui, vi que estava tudo na mesma. Disseram-me que eu tambem nao tinha mudado que continuava com a mesma cara. E verdade é que a minha cara nunca mudará, apenas o que ela conta a fará parecer diferente aos olhos de quem a reencontra. Fiquei suprendido por ver que tudo ficara na mesma e que os problemas do passado eram o do futuro e por sentir que eles se iriam se repetir para sempre.
Deus sabe o bem que sabe estar com todos os meus amigos e ouvi-los falar das suas vidas e de tudo o que se passa em volta deles, e o mesmo Deus sabe o quanto nao quero continuar a viver a vida que tinha quando daqui sai, e sim a vida que me faz contente e que para viver tantas vezes lhe pedi direçao e um toque divino.


mudado, apenas com a mesma cara

Ricardo Pascual

quarta-feira, setembro 07, 2005

Ola!!


Meu povo eis alguns desabafos :


Katrina- o povo americano 'e racista ! 2/3 da populacao de nova orleans e preto, conclusao, nas noticias tem direito a 5 minutos por dia. Nada mais como se fosse uma noticia como outra qualquer, quase a parecer um intervalo entre um programa. O pessoal aqui e lento a agir, porem no meio da desgraca conseguem/se ver exemplos que representam que as pessoas aqui quando sao boas , sao mesmo boas. O Sean Penn por exemplo pegou num barco e foi para la ajudar o povo. E tantos outros que eu ouco falar aqui nas noticias que pegam em carros e carregam-nos de comida e la vao para o sul. Um povo contraditorio, mal informado, mas muito generoso.



Pensamentos gerais- So ando a comer merda e ando nao tao contente. Comeco a ficar com pouca paciencia, mas continuo a adorar ca estar. Nao sao saudades, e apenas comida de merda em demasia. ( talvez ver o super size me tenha influenciado.. )

Gajas- Tive sorte com uma russa durante uns dias. EH EH Promenores vao so e sempre para os amigos. Para os mortais se roerem de inveja ela era simpatica e tinha um lindo sorriso ( nao fiquem a pensar que ia comentar outras coisas.. isso nao seria de um cavaleiro, alem do mais o tempo de o fazer ja passou )

Vida em Geral - Tenho sentido alguma falta dos amigos, e dos bons tempos que passamos juntos. porem nao consigo deixar de pensar na falta de significado que a minha vida as vezes tem por esses lados e como nao andava de todo satisfeito com muitas coisas. Vou continuar com os meus planos e continuar a crescer( a falta da descricao dos planos em si.. ) Para a frente e o caminho. Para o proximo ano, so quero boas notas, um peca de teatro bem sucedida e uma namorada digna do nome, nao para dar sentido a tudo, so para fazer companhia e diversao. E coisas mais profundas ... pera isto tem outro significado.. ups


Um abraco e Beijos as ladys

Ricardo Pascual

domingo, setembro 04, 2005

Oi,

CURSO RAPIDO DE INICIACAO A POLITICA

Fascismo:
Voc? tem duas vacas. O governo retira-lhe as duas, emprega-o para tomar conta delas, e vende-lhe o leite.

Comunismo Puro:
Voc? tem duas vacas. Os vizinhos ajudam-no a tomar conta delas, e todos dividem o leite.

Comunismo Russo:
Voc? tem duas vacas. Deve tomar conta delas, mas o governo fica com o leite todo. Como tal decide roubar o máximo possível do leite e vende-lo no mercado negro.

Comunismo Cambojano:
Voc? tem duas vacas. O governo retira-lhe as vacas e fuzila-o, acusando-o de ser um capitalista criminoso centralizador dos recursos de produç?o da Naç?o e de fomentar a fome do Povo.

Socialismo:
Voc? tem duas vacas. O governo retira-lhe as vacas e coloca-as num curral, juntamente com as vacas de todo a gente. Tem que cuidar das vacas. O governo dá-lhe um copo de leite.

Democracia Pura:
Voc? tem duas vacas. Os seus vizinhos decidem quem deve receber o leite.

Democracia Representativa:
Voc? tem duas vacas. Os seus vizinhos escolhem alguém que decidira quem ficara com o leite.

Democracia Americana:
o governo promete dar-lhe duas vacas se votar nele. Após as eleiç?es o presidente tem um "impeachment" por especular em acç?es bovinas e voc? n?o recebe nada.

Democracia Representativa Britânica:
As duas vacas est?o loucas, mas a família real mantém as apar?ncias perante a imprensa.

Capitalismo:
Voc? tem duas vacas. Vende uma delas e com esse dinheiro compra um touro para fazer dezenas de vacas.

Totalitarismo:
Voc? tem duas vacas. O governo apreende-as e nega a sua exist?ncia. O leite e banido.

Anarquismo:
Voc? tem duas vacas. Ou vende o leite a um preço justo aos seus vizinhos ou eles tentam mata-lo e roubar-lhe as vacas.

Ditadura Sul-Americana:
Voc? tem duas vacas. O governo retira-lhe as vacas e mata-o por ser contra a revoluç?o.

Ditadura Iraquiana:
Voc? tem duas vacas e fuzilado por suspeita de serem um instrumento do imperialismo americano com o objectivo único de contaminar todos os rebanhos do pais.

Democracia na UE:
Voc? tem duas vacas. Ao fim de algum tempo candidata-se a um fundo comunitário para comprar uma ordenha mecanizada. Gasta-o no novo modelo da BMW (também e mecanizado!!!, qual e o problema?). Se as vacas d?o muito leite pede um subsidio porque n?o tem onde o armazenar. Se d?o pouco leite pede um subsidio porque n?o tem outro meio de subsist?ncia. Alem disso pede sempre Gasoleo Agrícola para o seu BMW.

Fonte: http://www.susana40.blogspot.com/ - Blog: marakoka.

Cumprimentos,

RC
Gone!
Vou estar uns dias fora. Sair da rotina, d'entre 4 paredes, quebrar janelas, portas e sair. Levo, porem, comigo parte do meu, em 3CDs que acabei de gravar para a viagem...
CD1
Blink182 "I Miss You"
Carly Simon "Coming Around Again"
The Cure "Push"
Cyndi Lauper "I Drove All Night"
Depeche Mode "Precious"
Eighth Wonder " I'm Not Scared"
Garbage "Special"
Howard Jones "New Song"
Kim Carnes "Bette Davis Eyes"
Liza Minelli "Losing My Mind"
OMD "Souvenir"
Placebo "Special Needs"
Pulp "Common People"
Richard Marx "When You're Gone"
Sandra "Maria Magdalena"
The Stranglers "Always the Sun"
T Pau "China in Your Hands"
The Verve "Sonnet"

CD2
Badly Drawn Boy "The Shining"
Blink182 ft. Robert Smith "All of This"
Carly Simon "You're so Vain"
Eagles "I Can't Tell You Why"
Eagles "New Kid in Town"
Eagles "Hotel California"
Eagles "Take it to The Limit"
Franki Valli and Four Seasons "December '63"
Fiction Factory "Feels Like Heaven"
Flock of Seagulls "I Ran"
Flock of Seagulls "Space Age Love Song"
Fool's Garden "Lemon Tree"
John Cougar Mellencamp "Hurts so Good"
Gazebo "I Like Chopin"
Lloyd Cole "Jennifer She Said"
Pointer Sisters "Automatic"
Soul Asylum "Runaway Train"

CD3
Billy Corgan ft Robert Smith "To Love Somebody"
Bronski Beat "Smalltown Boy"
Coldplay "Yellow"
Cutting Crew "Real Gone Kid"
Deacon Blue "Any Colour"
Franz Ferdinand "Matinee"
Journey "Anywhere You Want"
Killers "Somebody Told Me"
Kaiser Chiefs "Everyday I Love You Less and Less"
Kiss "I Was Made for Loving You"
Midnight Oil "Beds are Burning"
Rufus Wainwright "Cigarettes and Chocolate Milk"
Semisonic "Closing Time"
Stone Roses "I Wanna Be Adored"
Thicke "Brand New Jones"
The Thrills "Big Sur"
The Veils "Leavers Dance"
Yes "Owner of a Lonely Heart"

Espero que gostem da minha selecçao e que na minha ausencia continuem a visitar-nos! Volto em principio ja na segunda quinzena de Setembro!;)

sábado, setembro 03, 2005

É esta a ironia amarga da vida...
...por muito mau que o ontem tenha sido, por vezes o hoje faz-nos ter vontade de recuar um dia!!!

Resta esperar que o amanha seja melhor, porque como hoje percebi, as coisas por muito mas que sejam podem sempre ainda piorar...

quinta-feira, setembro 01, 2005

Tudo. Todos os dias.
Nada que eu faça evita que eu me lembre daquele sitio. Tudo o que eu pense é la que eu estou. O sitio, a concha que me fechou e me protegeu ao longo de 6 anos, 6 longos anos que nunca julguei pudessem acabar... Cada recanto, uma linha da vida na minha mao; cada banco onde me sentei, cada escada que subi, cada porta que transpus.
As minhas primeiras paixoes, as minhas primeiras decepçoes, os dias e as tardes em que o Sol para sempre brilhava ou que nao fazia caso da chuva...


...mas essencialmente a alegria de ser eu e a LIBERDADE que eu sentia. Liberdade essa que nao era sequer metade da que tenho hoje, mas era algo mais que algum dia tinha para mim pedido, ambicionado. O sentimento mais belo que algum dia experimentei. Sentir-me passaro com asas e nao querer voar porque o meu mundo era aquele, dali nao queria sair... O meu corpo a rebentar de felicidade de ser eu, de estar ali.

39 longos meses se passaram. Eu mudei, a minha vida mudou, o mundo mudou. Mas a minha mente, a minha Alma ainda percorrem diariamente aqueles caminhos que conhecia como parte de mim. Estou la agora, enquanto escrevo este texto. Á procura de um meio milagroso que me impeça de crescer e que me leve de volta ao sitio onde pertenço e onde fui feliz...

quarta-feira, agosto 31, 2005

"It's only when I lose myself in someone else
That I found myself..."

(Depeche Mode)

terça-feira, agosto 30, 2005

Onde gastar dinheiro nos proximos tempos...
2005:
5 Set - "The Right Spectable, The Very Best of Elvis Costello - The Videos" (DVD)
26 Set - "Minimum Maximum" (DVD Kraftwerk ao vivo - tour 2004)
26 Set - "and the Glass Handed Kites" (novo album dos Mew)
17 Out - "Playing The Angel" (novo album dos Depeche Mode)
7 Nov - "Analogues" (novo album dos A-Ha)

2006:
8 Fev - Depeche Mode no Pavilhao Atlantico
(possivelmente a) 21 Abr - Novo album dos The Cure


Esperemos que tudo isto seja também editado em Portugal!!!:)

segunda-feira, agosto 29, 2005

Caminhos Opostos
Todos parecem andar em sentido contrario ao meu: Todos ja chegaram onde eu sempre ambicionei e ja vem de volta, com 1 sorriso nos labios e ás costas um saco cheio. Eu ainda nao sai do mesmo lugar...

domingo, agosto 28, 2005

Se eu ficar pensativo e triste sem motivo há 2 justificaçoes possiveis: ou estou a vaguear no passado feliz que já foi ou a pensar em todos os sonhos sorridentes que tinha para o meu futuro e que nunca se concretizarao.
Todos falam da adolescencia "esse periodo conturbado e negro da vida de qualquer um". Mas e que tal falarem da pós-adolescencia?? Do periodo em que finalmente somos alguem (como toda a vida ambicionámos...) e afinal descobrimos que nao queremos!!
Ha alguns meses o meu amigo RACTOR disse-me (a proposito d'eu lhe ter dito que a adolescencia nao tinha tido em mim efeitos nefastos...) que "qualquer dia ainda me havia de ver como crises de identidade e borbulhas na cara". Se ele estiver 100% certo espero a qualquer momento um terrivel ataque de acne...porque no resto já acertou!

Durante muitos anos construi uma cidade perfeita, á minha imagem. Hoje, restam 2 casas: uma onde vivo, que me serve de abrigo. A outra uso-a como casa de campo, apesar de ficar do outro lado da rua. Do resto da cidade por mim idealizada, por mim criada, restam apenas destroços, escombros, edificios vazios, desabitados, ruinas...
Tornei-me demasiado preguiçoso para manter a cidade de pé, reconstrui-la a cada derrocada, a cada incendio porque estive demasiado atarefado com a minha propria casa, a decorar cada cantinho com minucia. Quando olhei para o lado de fora era tarde demais...Nada mais restava do que aquilo que era meu! Hoje sou, ainda por cima, assaltado pelos fantasmas de todos quantos povoaram a minha cidade, pelo passado grandioso que já foi e eu perdi, pelos sonhos rasgados de um futuro ainda maior, ainda mais prospero. Hoje sobro so eu e duas casas que cuido com afinco...até ao dia em que até elas ruam e que debaixo dos escombros eu fique...

quinta-feira, agosto 25, 2005

Sucesso
Já alguma vez repararam que a palavra inglesa "success" se le praticamente da mesma forma que "suck sex"?? Porque será??!
Don't shoot me. I'm only the messenger...:P
O meu co-blogger RACTOR, pediu-me (a 5000kms de distancia...)para "escrever um post a dizer para a alma genial que manda toques anonimos o parar de fazer".


Missao cumprida!:)
Aproveitando uma ideia do blog do XTG fui mais uma vez, ao fundo dos meus ficheiros vasculhar, buscando os meus poemas. Tenho mais de 400poemas encerrados em worddocs, em cadernos de capa preta, dentro de mim. Apenas acessiveis aos mais proximos que julgo deles merecedores e á minha cobardia. Decidi porém partilhar convosco estes 2, que sao dos mais recentes que escrevi. O primeiro porque o adoro, venero-o mesmo! Há 1ns meses já nao me lembrando dele, decidi-o ler e tive aquela fantastica sensaçao do "Mas eu fui eu que escrevi isto!!! É incrivel!!!". O segundo porque nao sendo grande coisa lhe acho piada...:P
Enjoy it!:)

“Outra vez…” (Reflex. Abr/05)
“Confessa que me amas. Só mais uma vez…
Mostra-me de novo o brilho em meus baços olhos,
A excitaçao que (ja nao) sinto sempre que te aproximas,
O meu medo de te perder…

Prova-me de novo que me queres, que me desejas.
Olha-me da mesma forma que da primeira vez.
Diz-me as mesmas hipnóticas palavras de amor,
Puxa meu cansado corpo para o mole sofá
E possui-me… Só mais uma vez…

Perde-te de novo em mim,
Demora dias a explorar meu corpo,
Conta-me de novo historias cor-de-rosa
Nas quais tu e eu, quais protagonistas de filmes,
Viveríamos felizes para sempre…

Deita tua cabeça em meu colo,
Tira minha roupa, desnuda-me sem vergonha, sem malícia
E prova-me que todo o amor existe. Que nao desaparece na névoa da manha…
Ama-me, fode-me, faz-me sentir vivo!
Outra vez…”



“O meu eu solitário” (Reflex. Abr/05)
“Estou há demasiado tempo sentado numa cadeira que nao me ama,
Em frente a um espelho que nao me deseja, apenas me aceita…

O chao que piso nao beija meus pés,
Apenas deixa que o pise…

As portas nao abrem de par a par
Aquando da minha passagem…

Apenas a árvore do jardim sabe que eu existo
Nos dias de Sol…”

terça-feira, agosto 23, 2005

Apetecia-me dizer-te o quanto te AMO. O quanto adorei passar estes dias no teu mundo, naquele que a cada dia que passa mais meu se torna. O quanto adoro te tirar fotos, mesmo perante a tua recusa. O quanto gostava de voltar, aliás, o quanto gostava de nao ter partido e de ficar aí, eternamente contigo, a dormir cada noite na cama que durante tantos anos apenas teu corpo vazio albergou. O quanto adorei que a cada manha me acordasses com esse sorriso lindo que apenas tu possuis. O quanto adorei, a cada noite me despedir de ti e saber que no dia seguinte lá estarias de novo. O quanto adorei que ontem ? noite me tivesses abraçado e feito rir quando o tudo o que queria era chorar. O quanto adorei passear contigo, ao fim de 28 meses, orgulhoso e babado como se fossem 28 dias. O quanto adoro a tua infinita paciencia para as minhas loucuras e tontices. O quanto adoro perceber que ainda te consigo fazer rir como no inicio. O quanto te adoro mimar. O quanto adoro perceber que sou 1 concha que te protege das intemperies exteriores. O quanto adoro ser teu namorado, teu melhor amigo, teu amor. O quanto adoro que me lembres a cada segundo que me AMAS, que me queres sempre e para sempre contigo, que só eu te sirvo e te chego. O quanto adoro fazer parte da tua vida e o nunca mais dela querer sair!


Apetecia-me...mas nao consigo! É um sentimento forte demais para ser explicado por palavras. Forte demais até para dentro de mim caber!
"AMO-TE, SABIAS...?"

segunda-feira, agosto 22, 2005

Arega 21-22/Agosto/2005
Desta vez foi mais do que simples imagens na televisao. Desta vez o desespero era em rostos conhecidos, amigos, familiares, conhecidos...no meu! Cada centimetro de terra, cada pinheiro fazem parte de mim desde que me conheço... Anos e anos e anos transformados em cinzas em poucas horas. Parte de mim ardeu...

domingo, agosto 21, 2005

Oi,

O mestre voltou e com ele v?m as frases de ver?o. Espero que as vossas férias também tenham tido pérolas e frases bacanas, se sim, ponham-nas em comentário :)!

"Estou t?o moreno que nem me conheço ao espelho" - RC

"Meu deus, cada dia que passa estou mais bonito!!! Estou ansioso para que chegue amanha!!!" - RC

"Eu sou um canibalimao!" - Lim?o da Pepsi

"Ei pessoal ele é um tonhó !" - O mesmo

"É um fardo que tenho de carregar ser t?o bonito" - RC e Brad Pitt

"Nas empresas hoje em dia n?o nos tratam como pessoas, mas sim como números. Ainda v?o inventar uma nova raça de humanos - os cardinais!" - José Fidalgo

"Sabes o que eu te digo? Para mim tanto me faz ... tralala" - Super Pedro

"Existem dois tipos de pessegos no frigorifico!" ao que eu respondi "Pois, um dos tipos s?o ameixas!! LOL" - RC

Após um pedido num restaurante, "E pronto!" ao que se respondeu "Pronto n?o temos!" - Empregado de um Restaurante em Milfontes.

Cumprimentos,

RC

segunda-feira, agosto 15, 2005

A-Ha "White Canvas" (2002)
Stories are painted
In lines on your face
Misunderstandings
And little mistakes
A chance to start over
Is all that it takes
You know if you do
Your life is a canvas
The colors are you

Follow me out
Follow me 'round
Let's make the road up as we go along
Just as we planned
You want to believe it
You know that it's true
Your life is a canvas
The colors are you

You cannot erase them
The words that were said
Just paint them over
Inside of your head
All that is needed
You know you must make
One leap of faith
Everything else will fall into place

Follow me out
Follow me 'round
Let's make it up and go back
To where it began
All that is needed
Is one leap of faith
Everything else will fall into place

Anywhere you'll ever go
Everyone you'll ever know
You may never find it
Everyone you'll ever see
Anyone you choose to be
How you look will decide
How you look will decide what you see

Follow the moon
Follow the sun
Let's make a deal this time
To stay with the plan
All that is needed is one leap of faith
Everything else will fall into place
Everything else will fall into place

Stories are painted
In the lines of your face...


(aproveito para adiantar que os A-Ha lançarao o seu novo album, ainda sem nome, a 07-Nov-05. "Celice" é o nome do primeiro single e será lançado a 04-Out-05. Ena, ena!!)

domingo, agosto 14, 2005

O Passado...
...o tal que por vezes parece estar á distancia de um braço esticado; outras parece ferido, morto, enterrado.
Que vontade tenho de voltar atrás 5/8/10 anos e conhecer quem já nao conheço, relembrar quem um dia fui, sentir o que um dia sentir, crer num futuro que afinal acabou por nao acontecer, voltar a acreditar que um dia no longiquo futuro seria ALGUÉM. Alguém que nao sou, nunca fui e nunca verdadeiramente serei...
Que bom seria sabe-lo e trocar tal sabedoria por 1 jogo de futebol com os amigos, sob o espectro da campainha a tocar para mais uma aula.