quarta-feira, março 31, 2004

KRAFTWERK - "Music Non-Stop, Techno-Pop"

Kraftwerk mostram o "poder das máquinas" sexta-feira em Lisboa:
O grupo alemăo Kraftwerk, um dos precursores da música electrónica, actua sexta-feira no Coliseu de Lisboa, numa das etapas da digressăo pela Europa e Japăo á boleia do álbum "Tour de France Soundtracks".
Mais de uma década depois, Florian Schneider e Ralf Hutter reataram o projecto com a ediçăo, este ano, de um álbum em que se mantém a sonoridade electrónica que os caracteriza desde que surgiram em 1970, em Dusseldorf.
"Tour de France Soundtracks" celebra o desporto, mas sobretudo o ciclismo e a Volta a França em bicicleta, que cumpriu já um século de existęncia.
Além dos novos "Chrono", "Titanium", "Aéro Dynamik" ou "Elektro Kardiogramm, o álbum integra também o tema "Tour de France", que tinha sido lançado como single em 1983.

(www.rtp.pt)

(o que podemos encontrar numa das suas performances...)
Há um momento no show do Kraftwerk em que se produz uma das experiencias mais poderosas da música pop: os músicos saem do palco; as máquinas continuam tocando. A música năo pára, mas elimina-se a intervençăo humana. É um recurso cenico, tal como o incendio da guitarra de Jimi Hendrix ou da autoflagelaçăo com cacos de vidro de Iggy Pop, mas que retira seu vigor expressivo e cria sentido a partir da ausencia, do mínimo.
Ao contrário dos casos anteriores onde se apela para o excesso, o Kraftwerk afirma o poder do pop negando o indivíduo, mostrando sua desimportância - e năo, como em 95% da história do rock e da música pop, reivindicando o máximo da individualidade, da entrega do músico/criador.
O Kraftwerk fez um show sábado no Free Jazz que é a negaçăo completa do que se estabeleceu como cânone de apresentaçőes ao vivo há mais ou menos 40 anos. Năo há a menor hipótese de proximidade entre músicos e platéia; nem mesmo "boa noite" ou "obrigado". A banda năo faz esforço para emocionar, encantar ou seduzir.
O truque é: exatamente por conta de algo que se poderia chamar de "frieza" ou "distanciamento", caso estivéssemos olhando com os olhos do cânone, o Kraftwerk fez uma apresentaçăo das mais carismáticas e vibrantes (tanto que o Massive Attack recebeu uma platéia pouco disposta a trocar o extase produzido pelo Kraftwerk por qualquer outra coisa que năo fosse mais Kraftwerk).
Os homens-máquina limpam a música de toda a sua emoçăo impostada, postiça, para que cada um impregne -ou năo- as batidas, as levadas, os loops com a emoçăo que bem lhe aprouver.
"By pressing down a special key, it plays a little melody" (apertando-se uma tecla especial, toca uma melodiazinha). A banda anunciava em "Pocket Calculator", letra de 1981, o que seria a redençăo e a superaçăo da música pop, tal como construída/estabelecida em algum momento depois que Elvis Presley começou a balançar as cadeiras.
Eles apertam muitas teclas, de sintetizadores e computadores e outros equipamentos eletrônicos. Só que năo fazem só "melodiazinhas". Constróem um ambiente sonoro que evoca o horror e a seduçăo do mundo pós-industrial -obviamente, sem se dar ao trabalho de discriminar o que é horror, o que é seduçăo, nem mesmo de esclarecer se os dois năo săo, no fundo, a mesma coisa.
O Kraftwerk fornece as batidas mais "chupadas" de toda a história -e, assim, um show do Kraftwerk năo é só um show do Kraftwerk, mas de todo mundo que sampleou Kraftwerk, que foi mais ou menos todo mundo mesmo, de Afrika Bambaataa a Orbital.

Bia Abramo - Universo Online - Outubro/98

Pois bem, Coliseu dos Recreios, 2 de Abril de 2004, 22horas... I'll Be There!!! ;)))


"É difícil imaginar que os quatro "caretőes" foram
capazes de influenciar toda uma geraçăo de músicos.
Pode-se até correr o risco de afirmar que sem eles a música
pop năo seria o que é hoje. Por outro lado, o som da banda é
simplesmente inimitável. É eletrônica, ritmo, levado ao
extremo. Verdadeiros escravos da música, há muito năo se
deixam fotografar, pois afirmam que o importante é a música."

(from Tony's Kraftwerk page...)
O homem solitario abre a porta de sua casa. É tarde, a cidade, la fora, ja dorme... A casa ás escuras e o cansaço de um dia passado fora inspiram-no. Ainda chama pelo gato, mas este ja dorme profundamente, perdido algures no silencio e na penumbra...
Em passos cansados, mas seguros, o homem dirige-se para o seu quarto, sempre na maior escuridao... Talvez seja Inverno, nao sei bem, mas nao resiste a abrir a janela, deixando o vento gelido bater-lhe na cara e entrar-lhe na Alma. E assim fica, braços abertos, olhos fechados, em transe...

Gelado por dentro e por fora, abre a gaveta. Tira um caderno ja amassado, onde ŕs escuras costuma escrever frases aparentemente sem nexo. Olha para o ceu invulgarmente estrelado para a altura do ano e começa a contar o numero de estrelas que ve, a pedir um desejo, um pedido por cada que encontra, mesmo para as que mal se vislumbram, mas que sao ao mesmo tempo as suas preferidas... Cansa-se com tamanha monotonia e vira a pagina... Aos seus olhos, aquela pagina em branco já năo servia, tinha sido suja, riscada, rasgada, apesar de imaculada permanencer…
...os seus dedos tacteiam a pagina em branco seguinte, que lhe pede sequiosamente palavras, ritmos dançados sobre a sua pele nua...
Entao de repente lembra-se de uma brincadeira que fazia quando era jovem, que consistia em escrever as virtudes e os defeitos de cada relaçao falhada, de cada farpa enfiada no seu coraçao.
Decide, desta vez, apontar defeitos e virtudes da sua vida:
Virtudes:
- um caderno em branco á espera de ganhar vida;
- um gato gordo que dorme algures, sinto-o...;
- um punhado de estrelas de costas voltadas, que me sorriem...;

Defeitos:
- um casa ás escuras;
- uma cama vazia e fria;
- uma janela aberta que teima em me gelar;

(por baixo desenha um gato gordo, dormindo debaixo de uma grande árvore, numa noite estrelada)
E como faz sempre que dá vida a uma folha do seu caderno, rasga a folha pelo picotado e lança-a ao vento, da janela do seu 9o andar...
Sempre sem acender a luz, recosta-se no sofazinho ao fundo do quarto, apesar de vestido, sem sequer fechar a janela e espera adormecer rapido para nao assistir ao nascer do novo dia...
[30\03\2004
as palavras sao minhas, baseadas no (excelente) argumento fornecido pelo co-blogger e grande amigo RACTOR...
]

segunda-feira, março 29, 2004

Somos todos escritores.
Só que uns escrevem, outros năo.

José Saramago



Teatro


" Enquanto ouver vida há teatro, porque teatro é vida" -assim dizia o manifesto que a querida Elisa Lisboa leu no dia 27 de marco na sala 3 do teatro Malaposta, na altura d'Maias. Estava eu vestido a sec XIX com bigode e pera na cara, bengala na mao e chapeu na cabeça. Desde esse dia nunca mais me esqueci daquelas palavras e lembrei-as sempre que alguem dizia que o teatro estava a morrer.

Hoje voltei as raizes, fui ajudar a montar os cenarios da nova peça do GTAAR na ESR , dirigida pela minha mae.
Quando dei por mim estava com um tesoura na mao a cortar folhas de arvores, pendurado numa cadeira a meter borboletas no tecto, debaixo dos bancos, deitado e rebolando no chao a juntar uns bancos com fita cola, e no meio da rua com uma lata de graffiti a pintar um suposto ceptro- com alguma imaginacao ate que estava parecido. Isto é vida, isto e o Teatro. Sujar as maos a fazer trabalhos manuais e ao mesmo tempo sentir-me envolvido em algo cheio de vida como e o teatro, e das melhores sensaçoes que existe.

Os astros dizem que tenho muito jeito para as artes da representacao. E entao imagino-me em Hollywood a fazer um filme, a ser uma pessoa diferente em frente de uma camara, num estudio cheio de holofotes apontados a mim, cheio de extras. E depois lembro-me que me vai apetecer ir para o espaco , cavalgar no Oeste selvagem, tomar cafe em Paris, e no bem que me vou sentir ao faze-lo atravessando o estudio de um lado para o outro e interpretando as pessoas que viviam nessa epoca.

Agora quando me dizem que o teatro nao tem futuro, nao da dinheiro. Eu tenho pena de quem nunca sentiu nada assim na sua vida, algo de tao verdadeiro e maleavel. E qualquer coisa como isto

Lights go out and I can't be saved
Tides that I tried to swim against
Put me down upon my knees
Oh I beg, I beg and plead singin'

Come out of things unsaid
Shoot, an apple off my head.
And the
Trouble that cant be named
The tiger's waiting to be tamed singin'

You are
You are

Confusion never stops
Closing walls and ticking clocks
Gonna come back and take you home
I could not stop but you now know, singin'

Come out upon my seas,
Curse missed opportunities
Am I a part of the cure
Or am I part of the disease, singin'

You are, you are
You are, you are
You are, you are

Nothing else compares.
Oh, no nothing else compares
Oh, no nothing else compares

You are
You are

Home, home where I wanted to go
Home, home where I wanted to go
Home, home where I wanted to go
Home, home where I wanted to go



Eu sou estou em casa quando estou no palco.


Ricardo Pascual

domingo, março 28, 2004

"Vamos tomar café a Odivelas...?"
Esta frase foi proferida por um senhor para a sua esposa, na estaçao da Quinta das Conchas, em plena Lisboa...
Pois é, o metro chegou ontem a Odivelas e hoje fui estrea-lo! ;)

Report:
Em cerca de 8 minutos é possivel ir da estaçao de Odivelas até ŕ estaçao do Campo Grande (que hoje, o terminal dos buses, apresentava um aspecto semi-fantasmagorico, comparativamente ao tremendo movimento que apresentava até agora...). Tirando a estaçao do Lumiar e do Senhor Roubado, as 3 outras estaçoes apresentam, ao nivel da plataforma, um aspecto standard (no mesmo seguimento das estaçoes da Pontinha e de Telheiras...), vulgar mesmo, no caso de Odivelas ou da Quinta das Conchas... Porem, ao sair da estaçao e subir as escadas, o panorama muda, e é impossivel ficar indiferente aos mais-que-originais azulejos nas escadas de acesso á plataforma na estaçao da Quinta das Conchas; ou ás (tambem originais) frases, em varias linguas, camufladas na pele de azulejos nas paredes da estaçao do Lumiar; ou tambem, á grandiosa obra arquitectonica que a estaçao da Ameixoeira, com os seus 40 metros de profundidada, representa; a estaçao do Senhor Roubado, toda envidraçada, com uma luz imensa (tambem á semelhança da estaçao de Odivelas), cujo primeiro impulso é justamente ir até aos vidros e apreciar a invulgar vista para uma plataforma de uma estaçao de metro; quanto á estaçao de Odivelas, salta á vista a luz e o espaço, mais funcional do que propriamente bela! (original no facto de a plataforma ficar no piso do meio, sendo 2 saidas no de cima e 1 no debaixo...) Tambem de referir os 800 metros em ponte, do trajecto entre a estaçao de Odivelas e do Senhor Roubado, com vista panoramica sobre Odivelas, que é, sem duvida, o mais bonito percurso do metro lisboeta...

Hoje, nao espanta, o metro estava tao ou ainda mais cheio que nos dias de semana e á hora de ponta. Porem, uma diferença: + de 50% dos passageiros eram idosos, que aproveitaram o seu Domingo sem Sol, para estrearem a nova coqueluche odivelense, que indubitavelmente, fez com que Odivelas passasse a ser a zona periferica de Lisboa com melhores acessos á cidade-mae!
O RRBlog acabou de atingir os 1000 views!!!
Esta sim, é uma mitica marca!!! Especialmente, tendo em conta que o counter foi posto há pouco menos de 2 meses e meio... ;)))

A pergunta que se coloca agora é...:
"Até onde pode ir este post, os seus autores e todas as pessoas que ate ele se deslocam (em sentido figurado, claro!!!) para se divertirem 1 bocado/nos conhecerem...?"
Aproveitem este post, para fazerem as vossas sugestoes, o que gostariam de ver presente no nosso blog...?

;)*1000
"Fuck, I'm Past"
As pessoas que me Conhecem, sabem a minha forte ligaçao ao passado...
Sempre fui assim, nunca gostei que a minha mae deitasse fora coisas que ja nao tinham utilidade, mas que anos antes eu adorava-as, delirava com elas...
Com as pessoas tambem sempre foi assim, sou capaz de ir na rua e reconhecer pessoas com quem ja nao falo ha 10/15 anos, saber o nome, ter recordaçoes e em certos casos saber ate onde moram ou a data de nascimento! Isto, apesar de nao lhes dirigir palavra... (e confesso que no fundo dos seus olhos, procuro ver se ainda se lembraram de mim...ou do que um dia fui.)

Confesso que me custa, nao envelhecer, mas nao poder voltar atras sempre que quero... Confesso que tenho recordaçoes fortissimas de coisas aparentemente nulas, cada passo que dei, cada sitio onde fui...
Lembro-me de me ter achado velho, no dia em que fiz 13 anos...voltou a acontecer nestes ultimos tempos, sem porquę. Voltei a ter a subita vontade de ter um metro e meio e de passar os dias a correr atras de 1 bola, ou simplesmente a correr... e a sonhar com a vida que tenho! (poderosa contradiçao que me corroi!)
Ontem passei na escola onde andei no 5o/6o ano... Tirando o nome que mudou, tudo permanece religiosamente igual. Falto la eu.
...e no entanto, e apesar disto, eu sou a pessoa mais feliz do mundo, com o que eu tenho hoje e com o que eu tive no meu passado!
O meu sonho é mesmo viver o meu presente e poder voltar ao passado sempre que assim entender, nem que fosse por breves segundos...

QueenThese Are The Days Of Our Lives

"Sometimes I get to feelin'
I was back in the old days - long ago
When we were kids when we were young
Thing seemed so perfect - you know
The days were endless we were crazy we were young
The sun was always shinin' - we just lived for fun
Sometimes it seems like lately - I just don't know
The rest of my life's been just a show

Those were the days of our lives
The bad things in life were so few
Those days are all gone now but one thing is true
When I look and I find I still love you

You can't turn back the clock you can't turn back the tide
Ain't that a shame
I'd like to go back one time on a roller coaster ride
When life was just a game
No use in sitting and thinkin' on what you did
When you can lay back and enjoy it through your kids
Sometimes it seems like lately - I just don't know
Better sit back and go with the flow

Cos these are the days of our lives
They've flown in the swiftness of time
These days are all gone now but some things remain
When I look and I find no change

Those were the days of our lives - yeah
The bad things in life were so few
Those days are all gone now but one thing's still true
When I look and I find
I still love you"

Fuck, I'm Past! But I'm Present Too!!!

sábado, março 27, 2004

Encolher de Ombros
"Damos comummente ás nossas ideias do desconhecido a cor das nossas noçoes do conhecido: se chamamos á morte um sono é porque parece um sono por fora; se chamamos á morte uma nova vida é porque parece uma coisa diferente da vida. Com pequenos mal-entendidos com a realidade construimos as crenças e as esperanças, e vivemos das codeas a que chamamos bolos, como as crianças pobres que brincam a ser felizes.
Mas assim é toda a vida: assim, pelo menos, é aquele sistema de vida particular a que no geral se chama civilizaçăo. A civilizaçao consiste em dar a qualquer coisa um nome que lhe nao compete, e depois sonhar sobre o resultado. E realmente o nome falso e o sonho verdadeiro criam uma nova realidade. O objecto torna-se realmente outro, porque o tornámos outro. Manufacturamos realidades. A matéria-prima continua sendo a mesma, mas a forma, que a arte lhe deu, afasta-a efectivamente de continuar sendo a mesma. Uma mesa de pinho é pinho mas também é mesa. Sentamo-nos na mesa e năo ao pinho. Um amor é um instinto sexual, porém nao amamos com o instinto sexual, mas com a pressuposiçao de outro sentimento. E essa pressuposiçao é, com efeito, ja outro sentimento.
Nao sei que efeito subtil de luz, ou ruido vago, ou memoria de perfume ou musica, tangida por nao sei que influencia externa, me trouxe de repente, em pleno de ir para a rua, estas divagaçoes que registo sem pressa, ao sentar-me no café, distraidamente. Nao sei onde ia conduzir os pensamentos, ou onde preferiria conduzi-los. O dia é de um leve nevoeiro humido e quente, triste sem ameaças, monotono sem razao. Dói-me qualquer sentimento que desconheço; falta-me qualquer argumento nao sei sobre quę; nao tenho vontade nos nervos. Estou triste abaixo da consciencia. E escrevo estas linhas, realmente mal-notadas, nao para dizer isto, nem para dizer qualquer coisa, mas para dar um trabalho á minha desatençao. Vou enchendo lentamente, a traços moles de lápis rombo - que nao tenho sentimentalidade para aparar -, o papel branco de embrulho de sanduiches, que me forneceram no café, porque eu nao precisava de melhor e qualquer servia, desde que fosse branco. E dou-me por satisfeito. Reclino-me. A tarde cai monotona e sem chuva, num tom de luz desalentado e incerto... E deixo de escrever porque deixo de escrever."

(do grande...) Bernardo Soares
(no seu genial...) Livro do Desassossego (obra indispensavel, pena o preço proibitivo)
Será que é "Fogo Grego", como no filme d'ontem...?!
Incendio consome floresta no monte do Sameiro e freguesias vizinhas
Os Bombeiros Voluntários e os Municipais de Braga combatem um incendio que deflagrou ao fim da tarde na zona do Sameiro, disse á Lusa fonte dos Voluntários.
Segundo a fonte, as chamas, que foram detectadas depois das 18:00, abrangem uma extensa área de floresta junto ao monte da Basílica e nas freguesias de Pedralva e de Espinho.
O fogo alastrou a uma extensa área de pinheiros e mato, encontrando-se próximo de conventos religiosos, como o da Quinta de Santa Cruz.
Os Bombeiros em serviço no local, que pediram reforços ŕs corporaçőes vizinhas, preveem que o sinistro esteja controlado dentro de uma hora.
2004-03-26 21:25:00

Incendio de grandes proporçőes ameaça povoaçőes próximas de Aveiro
Um incendio de grandes proporçőes estava a ameaçar este sábado várias povoaçőes nos concelhos de Águeda e Sever do Vouga.
Fonte do centro de coordenaçăo operacional dos bombeiros de Aveiro disse á agencia Lusa que a situaçăo está "muito complicada".
O incendio deflagrou cerca das 11:30 e o combate ás chamas já mobilizou até ao momento 20 corporaçőes de bombeiros, com homens e equipamento.
Préstimo, Á-dos-Ferreiros e Talhadas săo algumas das zonas afectadas pelo incendio e a circulaçao no IP5 está condicionada.
2004-03-27 17:30:00

Incendio lavra com grande intensidade em eucaliptal em Oliveira de Frades
Mais de 150 bombeiros de 20 corporaçőes combatem um incendio que deflagrou ao final da manha de sábado numa zona de eucaliptal do concelho de Oliveira de Frades, disse á Agencia Lusa fonte do Centro Distrital de Operaçőes de Socorro (CDOS) de Viseu.
Segundo a mesma fonte, o forte vento que se faz sentir na regiăo está a dificultar o trabalho dos bombeiros, tendo levado a que o fogo alastrasse, cerca das 16:30, para Oeste, para o distrito de Aveiro.
No local encontram-se 154 bombeiros e 37 viaturas de 20 corporaçőes dos distritos de Viseu e Aveiro e dois helicópteros.
No entanto, está a ser pedido um reforço de meios quer de corporaçőes do Norte do distrito de Viseu, quer do distrito de Coimbra, acrescentou.
2004-03-27 17:50:00
(todos tirado de www.rtp.pt)


Ok, meus caros amigos e leitores... Pelo menos do lado de fora da minha janela, esteve 1 dia pessimo, quase nao parou de chover... Mas será que foi só aqui????!!!!
"So ha 1 coisa que detesto mais que um filme com mau argumento... um filme com erros!"
...esta frase foi proferida por mim, em plena sala 11 do Alvalaxia, em pleno "Resgate no Tempo", mais um filme cheio de erros básicos á semelhança do "Paycheck" e da "Liga de Cavalheiros Extraordinarios"... Porem, neste filme, os erros prendem-se com a dificuldade que o pessoal de Hollywood tem em por os estrangeiros a falar na sua lingua natal (e se ainda é razoavel por 1 frances em Nova Iorque a falar fluentemente o ingles no seculo XXI, no século XIV e em plena França torna-se bastante, bastante extraordinario e pouco credivel!!! - um sinal + para o "Love Actually" que pelo menos aí, a Lucia Moniz teve a oportunidade de mandar o Colin Firth á merda durante o filme todo e ninguem o perceber, eheheh...)

Pois é, os 2 autores do blog foram ontem ao cinema á espera de encontrar em cartaz um filme da qualidade de "A Secretaria" (esse grande mito!!!), mas a verdade é que a actualidade cinematografica cá neste país á beira-mar plantado anda um cadito em baixo... Decidimo-nos, entao, pelo "Timeline - Resgate no Tempo"
Bom, a historia do filme é simples... num grupo de arqueologos, um deles entra numa maquineta toda futurista e vai parar ao passado, onde os restantes arqueologos vao resgata-lo... ("para putos" cm diria alguem...lol)
Este filme so leva uma pontuaçao superior ao dos outros 2 filmes-com-erros-ja-referidos, devido talvez á unica coisa positiva que tem, que é o seu final (la grand bataille...), que até nem está muito mal conseguido...
Pois... acho que se voces procurarem bem nos cartazes vao conseguir encontrar qualquer coisita melhor! Senao, comprem pacotes industriais de Malteasers brancos e levem alguem divertido com quem possam gozar sobre o filme, o tempo inteiro, eheh...

"Sai do Templo com...6"

sexta-feira, março 26, 2004

Player


O maior dos Player acabou de nascer! Parem as prensas!


Apos muitas promesas de mudanca feitas a entrada do predio do reflex ou em frente da loja de electrodomesticos, e oficial , vou-me tornar no maior player que o mundo algum dia conheceu.
Acabei de fechar tudo de verdadeiro que existe em mim, acabaram-se as verdades verdadeiras, os sentimentos sentidos, os pensamentos pensados, tudo que me impede de ter uma existencia normal, tudo o que me faz pensar que a minha existencia e diferente, foi-se. Agora com acesso extremamente restrito- nao pecam para entrar!!

Back in Bussiness! A introspecao acabou, a liberdade comecou! :) Ja estava farto de me ouvir falar, de me ver triste, de me ver a olhar pra mim.

Conclusoes, apesar do caminho ficar mais estreito, torna-se mais facil pra quem se consiga orientar pela luz exclusiva e unica, a que cega os outros no caminho e os faz perderem-se.

This Dog has gonne wild!


ready to roll



Ricardo Pascual

quarta-feira, março 24, 2004

E no meio do que nunca fui, do que nunca quis ser, mil destroços se estendiam, talvez até á esquina mais proxima, talvez até ao infinito... Mirei o baloiço na árvore mais uma vez, baloiço onde passava inifindáveis tardes quando os meus pés nao chegavam ainda ao chao e quando o meu coraçao ainda nao sentia. A árvore hoje, mais despida que nunca [despida por um rigoroso outono, desp(ed)ida por um derradeiro adeus...] olha para mim e acena-me... E eu viro-lhe costas, rumo ao sitio onde o Destino quis que eu fosse, e eu, ser obediente, ser menor, ser passivo, obedeço-lhe como a um mestre...

No outro dia olhei para o Sol e feriu-me a vista... Engraçado, costuma ser assim sempre que para o espelho inadevertidamente olhava...

E enquanto caminho, nao sei se é Verao, nao sei se é Inverno... E enquanto caminho desejo que aqueles passos nao fossem meus, que os meus pés mudassem de rota ou corressem, que eu nao fosse eu, apenas alguem entre mim e outro qualquer. E enquanto caminho, que vontade de apagar os meus passos na areia deixados...ou entao de voltar a dá-los!!!

Aquilo que fui ontem, posso-o ser hoje, posso-o ser amanha! Mas nunca o poderei voltar a ser ontem, again...

O passado torna-se presente torna-se futuro.
Que haverá antes do passado e depois do futuro...?
Quem será o primeiro a abdicar do que tem, para voltar a ter o que ja teve...?

Hoje metade de mim está no passado e outra metade no futuro!!! Quem raio é entao este que escreve?!
Vade Retro, Mel Gibson...
Li hoje que um padre brasileiro morreu depois de ter sofrido um ataque cardiaco durante a exibiçao de "A Paixao de Cristo"do Mel Gibson... O mais extraordinario é que ja uma mulher no Texas tinha tambem morrido das mesmas causas, no mesmo filme...
...talvez tenha acontecido, como alguem oportunamente me disse, "devido ao sentimento de culpa"...lol

Bom, depois disto virá o que?! Ladroes que se suicidaram depois de ver o "Sozinho em Casa"...???
For God Sake!!! Tenham juizo e curtam a vida...;)
Lixo

Se os homens do lixo de Lisboa soubessem onde eu moro.. Nao sei porque me levanto de manha, tento ir para qualquer lado mas perco me sempre no caminho antes de la chegar. parece que todos os meus objectivos desapareseram sem deixar rasto. tento anotar os meus dias na folha branca para me orientar no escuro, mas nunca chego a pegar na caneta para escrever. E uma sucessao previssivel e temivel das coisas que me assusta, levantar, escola, casa, computador, dormir, levantar, escola, casa, computador, dormir.
Estou farto desta sucessao, estou farto deste computador estupido com o seu ruido irritante, com a sua existencia sem sentido, com o seu motor acelarado em ponto morto, sem mudança engrenada, sem preservativo posto. Todo este poder recalcado, toda esta força morta, os dias passam, passam,passam!

Merda de tempo, merda de horas, sempre o 6 a seguir ao 5, sempre o 7 a seguir ao 6. Mudem ! Troquem de lugar! façam qualquer coisa, parem de passar assim em frente dos meus olhos sem deixar marcas, sem fazer barulho, silenciosamente na noite iluminada.

Tento espremer todas as laranjas que me rodeiam mas nao sai sumo, nao sai o sumo que eu quero, aquele fresco sumo de laranja numa tarde de verao quente , depois de chegarmos a casa e que esta na cozinha a nossa espera, sorrindo para nos. Nao sai sumo!

Todas estas palavras, todas estas sensacoes , sao meros ciclos que se repetem, sem trazer nada de novo, maquina do meu proprio ser, engrenagem do destino.

ahhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhh! A VIDA AS 2:16 DA MATINA!!!




Ricardo Pascual

segunda-feira, março 22, 2004

Spirit

The more real you get, the more unreal it seams

Todos os que me inspiram , todos os que ocupam o seu lugar na historia tem uma coisa em comum, nunca se vergaram as adversidades, baixaram-se, mas sempre com os olhos no objectivo. Cada vez que se vergaram aprenderam a licao, aprenderam dos seus proprios erros e continuaram.

Dedico estas palavras a Moahmed Ali. A sua vida retratada no filme inspirou-me. Aconselho a toda a gente que ja se sentou consigo mesmo na escuridao que procure as marcas na parede deixadas por outros. Gostava que me dessem um livro com todas as licoes que ainda tenho que aprender, gostava que me dessem um enciclopedia com toda a informacao que ainda tenho que aprender. Apenas me podem mostrar onde fica a escola, tenho que ser eu a la entrar , a vasculhar cada canto, a procurar-me em cada prateleira impressa, em cada cadeira usada.

Vasco da Gama ensinou-nos a multiplicar, a multiplicar as nossas forcas por mil, a multiplicar a nossa audacia por 10.000, a multiplicar a nossa coragem por 100.000 , a multiplicar a nossa proximidade com o Divino por 1.000.000-

O Fernado Pessoa ensinou-nos a dividir, dividimos a alma, dividimos o ser, dividimos as nossas reacoes, dividimos os nossos pensamentos, dividimos a nossa ensencia.

A experiencia ensina-nos a somar tudo o que somos, todos os dividendos num unico numero. Ensina-nos a subtrair tudo o que nao precisamos, tudo o que nao faz falta, tudo o que nos destroi.






Existe muito mais a escrever, muito mais e muitas mais paginas para encher, se quiserem escrever a vossa linha comentem, nao sobre o post, mas sobre o que vos vai na alma depois de o terem lido. nao quero ser pretencioso e assumir que estas simples palavras causam qq reacao . quero apenas que as leiam como se de estorias fossem que precisam de ouvir ate ao fim para poder falar. Este aparte nao e a pedir desculpa do que disse, nao e a temer o que penso, sao as preliminares finais que teria ao falar com um amigo disto.


Ricardo Pascual

sábado, março 20, 2004

9a Sinfonia


Kisses are sung by the flute

Sorows with the violin

Ideas with the piano

Feelings shared with the choir

sexta-feira, março 19, 2004

Acerca de uma cena do "Mystic River", que hoje me lembrei...
A historia do filme baseia-se no assassinio de uma rapariga de 19 anos...
...e na cena em questao, o namorado dela, é interrogado pela policia e garante ao policia "que nunca amará mais assim ninguem, que na vida nao costuma acontecer um amor assim 2 vezes...", ao que o policia (o Kevin Bacon, no caso...) lhe responde tranquilamente, que "na maior parte das vezes, nao chega sequer a acontecer uma!"

E voces, o que acham disso...?

quinta-feira, março 18, 2004

Letting it flow...
Bom, em primeiro lugar ha que dizer que nao sei até onde pode fluir este post... Apetece-me escrever, divagar e nao sei bem acerca do que...
Tenho algumas saudades do que fui e do que deixei de ser... Da pessoa complicada que arranjava tremendas e complicadas teorias por 1 mera moeda achada no chao, pelo porque de um sorriso de alguem do outro lado da rua ou acerca de um bando de pombos que sobre o Rossio esvoaçavam...
(por falar nisso, lembrei-me agora, do dia, em que, com 5 anos, + coisa - coisa, a minha mae me perguntou se eu queria ir dar milho aos pombos no Rossio ou se queria ir ao elevador de Sta. Justa... tragicamente nao me lembro que raio decidi...)
Tenho saudades dos poemas escritos ao que eu julgava ser, ao que eu julgava acreditar, ao que eu sentia e essencialmente ao que eu sabia nao ser, ao que julgava nao acreditar e ao que, de todo, nao sentia!!! Era bom pegar na pena, e deixar fluir palavras como agora estou a fazer, sem me preocupar com nada, com rimas (eles nunca rimavam!), com o som, com os hipoteticos leitores, que de silencios pesados enchiam o meu quarto, lugar predilecto de escritura... Só tinha que ouvir as palavras que enchiam a minha mente e deixa-las colorir o papel e a minh'Alma...
Tenho saudades de ser ingenuo, de me sentir pequeno ao pé de mim mesmo, de me sentir o meu heroi, de acreditar num dia, que era assim e no seguinte transformar-me no oposto, nao deixando de ser a mesma pessoa...
Tenho saudades de ir comprar albuns á já fechada Roma Megastore... Hoje tenho + de 2300 songs no meu Media Player, e todos os dias por entre elas me perco...
Tenho saudades de sonhar a vida ideal que nao tinha, mas que sabia 1 dia poder alcançar. A vida que tenho hoje...
Tenho saudades de nao ter o mundo aos pés...

(P.S. Ontem a minha Charlie perguntou-me porque é que eu ja nao escrevia poemas... Eu respondi-lhe que era por ter o blog... Mas no fundo, talvez seja realmente por, graças a ela, me sentir, finalmente, feliz!)
Manifesto Anti Ricardo


Morra o Ricardo , Morra ! Pim!
Morra o Ricardo com todas as suas emoçőes elevadas ŕ raiz quadrada do sentimento!
Morra o Ricardo com todas as suas duvidas existencias!
Morra o Ricardo com todos os seus pensamentos ridiculos atras!

O Ricardo e um copinho de leite!
O Ricardo e foleiro
O Ricardo deixa-se guiar por ideias romanticos sem lugar no mundo de hoje!
O Ricardo so consegue amar a serio, nao sabe fingir!
O Ricardo veste-se ma!l
O Ricardo e cigano!
O Ricardo conduz mal!

MORRA O RICARDO! MORRA! PIM!

Morra o Ricardo com os seus sonhos !
Morra o Ricardo com os seus romantismos mentais
Morra o Ricardo que acredita !

MORRA O RICARDO! MORRA! PIM!

O Ricardo cheira mal dos pes!
O melhor amigo do Ricardo e o seu gato!
O Ricardo recicla!
O Ricardo le Disney!
O Ricardo gostou do Love Actually !

MORRA O RICARDO! MORRA! PIM!

O Ricardo e tao estupido que se fosse americano o Bush cedi-a-lhe o lugar!
O Ricardo desenha o que ve!
O Ricardo gosta das flores na primavera !
O Ricardo acredita que o mundo pode ser perfeito!
O Ricardo pensa que toda gente tem bem dentro delas!

O Ricardo e tao unico que merece ser fechado numa jaula e andar a volta do mundo num circo do incrivel, como o ser mais reles e viscoso que existe, por acreditar!
O Ricardo acredita que tudo tem uma solucao positiva e que existe sempre algo a aprender!
O Ricardo canta quando conduz!
O Ricardo ouve musicas do RCP e canta-as alto e de janela aberta!

MORRA O RICARDO ! MORRA ! PIM!



Ricardo Pascual

( se amanha nao me virem por aqui, estarei feliz)

quarta-feira, março 17, 2004

Mystic River
Foi bem mais forte do que eu, confesso… Tinha mesmo que ir ver o “Mystic River”, o tal filme que apesar de nunca ter, sequer, visto o trailer, só pelo elenco (Sean Penn, Kevin Bacon e Clint Eastwood – este, “behind the Wheel”…) e pelo facto do nome nao ter sido traduzido (lol), achava que era o mais forte candidato aos Óscares…
Pois bem, entao lá fui eu e o meu amor, á sessao das 16h30 no Corte Ingles (visto que era 1 dos 2 sitios em Lisboa onde ainda está em exibiçao…).

Em primeiro lugar, nao sou daquelas pessoas que a nível cinematográfico vou ao mais infimo pormenor, para mim ou gosto, ou nao gosto, ou “assim-assim”… Portanto, começo o comentário, dizendo que o filme foi… uma desilusao! (pelo menos para mim!) Nao sei sequer dizer o que é que faltou, ou o que podia ser melhor, se o argumento, se a realizacao, mas definitivamente, nunca será um filme de culto, e depois de ter visto o LOTR e o Lost in Translation, o Mystic River, nunca seria concorrente á altura para o Óscar de melhor filme. Mas há, por outro lado, que dar a mao á palmatória, e realmente um filme com um actor nomeado para o Óscar de melhor actor principal e outro para melhor secundário, e que consegue arrecadar as 2 estatuetas, tem de ser um filme quase insuperável no capitulo da interpretaçao, e este é-o, sem duvida! É de facto o ponto forte deste filme (…o único! diria eu, quase cruelmente…) E leva na minha pontuaçao um 7 (em vez do 6 inicialmente previsto…) justamente atentendo ao desempenho de Sean Penn, Kevin Bacon e Tim Robbins…